Além destes aspectos, representantes de empresas dos mais diversos segmentos analisam o mercado em 2009 e traçam suas perspectivas para 2010. Sempre com base na logística. A crise econômica mundial mostra sinais de enfraquecimento – pelo menos é o que se pode perceber através da mídia. E, por isso, as empresas já começam a fazer planos para investimentos neste e no próximo ano. Este é o assunto desta matéria especial, onde entrevistamos representantes de empresas dos mais diversos segmentos, que fazem uma análise atual e futura do mercado. Elas também apontam as previsões de faturamento em 2009 e 2010. Transportes Por exemplo, no caso da Cootravale – Cooperativa dos Transportadores do Vale (Fone: 47 3404.7000), a aposta é que a pulverização dos segmentos de transporte iniciada este ano com a aquisição de siders e baús deve se intensificar ainda mais com a retomada do crescimento dos principais embarcadores. "A atuação no sudeste da Cootravale deve crescer consideravelmente. A permissão para atuar no transporte DTA conquistada em julho de 2009 e o Permisso que deverá estar pronto até o final do ano devem ampliar o leque de serviços oferecidos pela Cooperativa", diz Vilmar José Rui, presidente.Ainda de acordo com ele, o mercado deve voltar a crescer, não aceleradamente como no passado, mas de uma maneira mais consistente. "Mesmo em momentos de crise existem oportunidades. Neste ano, a Cootravale investiu pesado em sua estruturação, principalmente focada em pessoas. Acreditamos, assim, que 2010 será economicamente muito melhor que 2009, o que já vem sendo sinalizado pela sensível melhora no balanço de bancos e empresas. Em termos de mercado, cada vez mais os embarcadores evitam relacionamento com um grande número de transportadoras – é onde as empresas com maior porte têm se saído melhor. Neste sentido, a Cooperativa torna-se viável, já que centraliza uma grande quantidade de pequenos e médios transportadores, proporcionando um bom atendimento e facilitando as relações da cadeia logística do cliente", destaca o presidente.Rui revela, ainda, que a Cooperativa prevê faturar em 2009 aproximadamente R$125.000.000,00 e, em 2010, deve chegar aos R$160.000.000,00. E que está investindo na sua nova sede administrativa, com 2.734 m2 de área construída, sendo 1.000 m2 para o setor administrativo e 1.734 m2 para atendimento e suporte aos cooperados e transportadores."Em nossa empresa, sempre tratamos novas tecnologias como ferramenta fundamental para o desenvolvimento da atividade que ela desenvolve. Por isso, independente dos sinais de retomada do crescimento econômico, os investimentos dela nessa ferramenta devem ficar em torno de 1,6% de seu faturamento, como tem sido desde que ela foi fundada 30 anos atrás. Quanto a outros investimentos, como os voltados para áreas de qualidade e renovação de frota, todos serão mantidos. No que se refere à frota, os investimentos também continuam, principalmente em função da necessidade de se trabalhar com veículos com idade inferior a 6 anos, uma vez que nossa especialidade é o transporte para a região Centro-Oeste, onde as estradas encontram-se em estado precário e não podemos correr o risco de deixar de atender nossos clientes."Segundo Carlos Aberto Mira, vice-presidente do Mira Transportes (Fone: 11 2142 9000), em nível mundial, o mercado dá sinais de que começou a reconquistar a confiança. No aspecto financeiro, por exemplo, o mercado de ações já não sofre turbulências como as verificadas no segundo semestre do ano passado. As bolsas internacionais vêm mantendo, desde meados do primeiro semestre deste ano, um certo equilíbrio em seus pregões. Alguns grandes grupos econômicos internacionais, afetados de forma grave pela crise, também começam a se recuperar. "São sinais de que 2010 deve marcar o início de uma paulatina recuperação da economia no plano internacional. No Brasil, a situação é mais animadora ainda. Porque o país foi o primeiro, em todo o mundo, a dar sinais de maior resistência aos efeitos da crise. Tanto que a produção e o emprego não sofreram quedas iguais às verificadas em outros países, como os Estados Unidos, por exemplo. Claro que houve uma redução nessas duas áreas, mas algumas políticas diminuíram o impacto que ela teria. Isso traz de volta a confiança dos agentes econômicos e a perspectiva de uma recuperação econômica mais rápida, o que, para transportadores e operadores logísticos, é essencial", completa Carlos Alberto. O vice-presidente também lembra que, nos últimos 10 anos, o Mira vem crescendo a uma média anual de 20%. "Em 2009 nossas receitas devem atingir R$ 150 milhões. Para 2010, vamos fazer o que for possível para manter essa média de crescimento", finaliza.Pela Rápido 900 (Fone: 11 2632.0900), o diretor, André Ferreira, define que acabaram de concluir a compra de um terreno onde será a matriz da empresa, em São Paulo, porém ainda não têm o orçamento total da obra. "Com relação aos fatores levados em conta para estes investimentos, está a necessidade de maior espaço de pátio e armazém, bem como a própria expectativa de crescimento do mercado".Ferreira também salienta que estão otimistas com relação ao mercado. "Acreditamos que o pior já passou e devemos ter uma retomada do crescimento econômico que estávamos vivendo até o momento da crise mundial. E, sem dúvida, nosso setor é um bom termômetro desse crescimento. Com base nisto, devemos ter um crescimento de 10% a 15% em 2009 em relação a 2008. Para 2010, ainda é difícil prever, mas acreditamos que teremos um patamar de crescimento superior a 2009", complementa.Por sua vez, a TSV Transportes (Fone: 62 9244.34.18) está estudando a aquisição de uma esteira para a filial de São Paulo, a qual fará a pesagem e cubagem de todas as mercadorias. "Pensamos, também, em abrir uma filial na região de Campinas, SP, caso isto não ocorra ainda em 2009. Afinal, este ano, apesar da tão falada crise, temos faturamento 12% maior que no ano passado e acreditamos atingir, em 2010, no mínimo, um crescimento de 20%, devido à abertura de novas filiais."Ainda segundo o representante da empresa, Maurício Candal, a previsão de faturamento em 2009 é de 25 milhões, e de 30 milhões em 2010. Operadores LogísticosOutra empresa otimista é a Brasiliense Comissária de Despachos (Fone: 19 2102.4700). Segundo Fábio da Silva Tavares, da diretoria comercial/operacional da empresa, eles estão confiantes no futuro. "Acreditamos que neste segundo semestre de 2009 a economia brasileira retomará de forma lenta e gradual, mas 2010 com certeza fechará com crescimento maior que 2009 em todos os segmentos. O mercado de comércio exterior também está confiante", revela. Ele também informa que a Brasiliense está sempre inovando tecnologicamente. "A prestação de serviço na área de comércio exterior exige que as informações estejam alinhadas e on-line, sendo assim, um dos nossos constantes investimentos é no intuito de garantir esta prestação." Em 2009, foi inaugurada a filial em Chicago, Estados Unidos, para consolidação de cargas. Pelo seu lado, Cláudio Cortez, gerente comercial e de marketing do Grupo Cargo no Brasil – CSI Cargo (Fone 41 3381.2314), comenta que o último trimestre de 2008 chegou a assustar: o caótico cenário econômico internacional – o maior em décadas – acenava para tempos que seriam cada vez mais difíceis. "Porém, apesar do ambiente ainda difícil no chamado ‘Primeiro Mundo’, aqui no Brasil o temor arrefeceu. A crise não se sustentou como previam os mais céticos, em virtude do mercado interno, que apresentou robustez", compara ele. A CSI Cargo, pelo menos no que se refere aos seus clientes, interpreta este período como um forte momento de ajustes. "Atravessávamos um crescimento vertiginoso, superando já em meados de 2008 nossos objetivos em termos de faturamento para o ano, e o último trimestre frustrou um pouco nossas expectativas de atingirmos um resultado recorde desde a nossa chegada ao Brasil, em 1998. Porém, se em nível operacional houve redução das atividades, o inverso ocorreu em relação ao nosso trabalho de planejamento e engenharia, ou seja, em nossa Inteligência Logística. Houve um aumento de demanda muito forte – ainda em curso – de solicitações de projetos de readequação e otimizações", comemora Cortez. Ele ressalta que o Grupo têm uma visão muito positiva para o mercado, não apenas para este ano, mas também em 2010. "Investiremos cada vez mais em treinamento e capacitação de nossos profissionais. Estamos dando nova formatação à nossa divisão de transportes, buscando ofertar ao mercado uma ampla gama de serviços diferenciados, que integrem toda Cadeia de Suprimentos", informa.No caso da Julio Simões Logística (Fone: 11 4795.7000), o investimento não é para 2010, mas foi realizado agora. A empresa está iniciando as operações do seu Terminal Intermodal em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo.ocalizado às margens da Rodovia Ayrton Senna e da linha férrea da MRS, em um dos principais acessos à capital de São Paulo, o terminal fará a integração entre as cargas transportadas por trens e caminhões, que precisam cruzar a capital com destino ao Porto de Santos ou no sentido contrário.O Terminal Intermodal está sendo construído por módulos, conforme a necessidade de cada cliente. A área total é de 500.000 m², e está a apenas 5 km de onde passará o Rodoanel Metropolitano.A Julio Simões está em fase final de negociação com um cliente para o primeiro módulo, que tem área coberta de 5.000 m2 e pátio de 7.500 m2. Essa área inicial conta com duas pontes rolantes com capacidade para movimentar 35 toneladas cada, entre o carregamento e descarregamento de trens, caminhões e estocagem. A Julio Simões também está implantando ramais ferroviários e vai construir os demais galpões ou pátios a céu aberto, conforme as demandas dos clientes."Estamos considerando a duplicação do atual CD e investimentos maciços em tecnologia (sorter, WMS e ampliação da radiofrequência)", avalia, por sua vez, Daniel Mayo, diretor da Linx Fast Fashion (Fone: 11 2103.2455). Ele lembra que o segundo semestre de 2009 se iniciou com a recuperação da atividade econômica, e 2010 apresenta-se como um ano com ótimas perspectivas. "A retomada da economia em 2009 e a previsão de crescimento do PIB em 2010 já são vistos como certos. Aliás, o principal fator levando em conta para estes investimentos é o reaquecimento do mercado já sentido no final do primeiro semestre e a sinalização de retomada de crescimento dos nossos clientes. Para 2009, a Linx Fast Fashion prevê crescimento de 20% em relação a 2008. Para 2010, a previsão é de crescer 40%", completa Mayo. A LogFrio Logística (Fone: 11 2175.7100) também prevê investimentos em 2010. Segundo conta Oscar C. Bevilacqua, gerente geral da empresa, "estamos projetando investimentos em nossa divisão de armazenagem em torno de R$ 10.000.000,00 e de transporte R$ 2.500.000,00. Isto porque, atualmente, verificamos que existe uma carência no mercado de operadores logísticos de perecíveis, onde o mesmo operador detêm toda a cadeia logística do cliente, seja na transferência, armazenagem, distribuição e abastecimento dos sistemas dos clientes virtualmente, entre outros serviços", explica o gerente geral. Ele completa dizendo que a projeção de crescimento é de 25% para o próximo ano, devido ao aumento do poder aquisitivo das classes C e D, e que, no ano de 2009, esperam um incremento de 18% no faturamento.Do ponto de vista de Mauro Salgado, diretor superintendente da Mesquita Soluções Logísticas (Fone: 13 3209.6010), o próximo ano será de retomada dos negócios, pois o momento atual indica que já neste segundo semestre a economia vai melhorar. "Mas é preciso ter cuidado em separar sazonalidade de recuperação, já que o segundo semestre é sempre de maior atividade", avisa.Com isso, em 2010, a empresa volta a investir mais intensamente nas atividades logísticas. "Ainda estamos investigando em quais atividades e regiões", avisa Salgado. Isso porque, como o principal produto oferecido pela empresa é a inteligência logística, os investimentos dependem do mercado, da demanda, das estratégias, das parcerias, da região e de suas características. "Por exemplo, se tivermos um cliente em Pernambuco, só saberemos se vamos construir um CD para operar na região, se vamos alugar ou fazer parceria para a construção na hora de implantar", explica.Segundo o profissional, a Mesquita não tem grandes investimentos a fazer em equipamentos porque no ano passado adquiriu empilhadeiras que estão entrando em operação agora. "Mas, em tecnologia não vamos deixar de investir nunca, como informação e rastreabilidade".Por falar em novos Centros de Distribuição, a decisão pela construção depende da demanda, como já foi dito. A novidade é que a Mesquita está investindo em aparelhamento e modernização do WMS e do TMS dos centros logísticos de Santos e Guarujá, que atuam como terminais alfandegados, e do CD de São Bernardo do Campo, todos em São Paulo.Outro operador logístico que está fazendo investimentos é a MSlog (Fone: 62 3611.1000).Conforme conta Fillipe Gaia Cargo, diretor de qualidade da empresa, "estamos em expansão em dois novos centros, com base no Nordeste (Maceió, AL) e outra no Centro-Oeste (Aparecida de Goiânia, GO), que são pontos estratégicos. Prevemos para o próximo ano uma retomada dos objetivos traçados que ficaram estabilizados em 2009 e um faturamento estável, sendo que em 2010 deveremos ter um aumento no faturamento de 25%", explica. O Rapidão Cometa (Fone: 81 3464.5288) também programa ampliação de filiais e a abertura de outras em novas cidades. Neste segundo semestre, a empresa inaugura mais cinco filiais no País, o que faz parte do plano de expansão iniciado em janeiro com a associação à gestora de fundos de private equity Governança & Gestão Investimentos. São duas filiais na região Sudeste, em Ribeirão Preto, SP, e Pouso Alegre, MG; uma no Centro-Oeste, em Goiânia, GO; uma no Sul, em Itajaí, SC; e uma no Nordeste, na cidade de Simões Filho, BA.A empresa ainda investe cerca de R$ 12 milhões na renovação, ampliação e adaptação de projetos da sua frota, e tem como meta crescer 25% em 2009, com a ampliação de filiais e a abertura de outras em novas cidades. Está em estudo, ainda, a possibilidade de aquisição de concorrentes.Carlos Amodeo, diretor, é quem fala pela TAM Cargo (Fone: 0300 1159999). Ele cita que a empresa tem sentido uma melhora no mercado e que está investindo R$ 10 milhões na ampliação e melhoria da infraestrutura. "Estamos promovendo melhorias em nossos terminais de cargas espalhados pelo Brasil, de forma a tornar nossas operações cada vez mais eficientes. Estamos também implantando um novo sistema para controle das operações", destaca. Encomendas expressas"O maior investimento para suportar o crescimento dos próximos anos está acontecendo em 2009, e isso demonstra nossa enorme confiança no retorno do crescimento sustentado do país. No mês de agosto inauguramos um novo hub em Alphaville, São Paulo, de 11.000 m2, que nos catapultará para uma capacidade produtiva de mais de 50.000 remessas/dia, além de nos permitir ir a campo para atrair contratos de logística/fullfillment." A avaliação é de Luiz Henrique Cardoso do Nascimento, diretor comercial da Direct Express (Fone: 11 3511.0042).Ele destaca que, em 2010, a empresa pretende ampliar a cobertura de sua tecnologia WAP, que tem proporcionado uma revolução em termos de percepção da qualidade de seus serviços de entrega e logística reversa. "Hoje temos a tecnologia WAP na cobertura/abrangência dos Centros Operacionais próprios e vamos atingir a rede de parceiros de entrega com essa importantíssima ferramenta tecnológica."Para Nascimento, 2010 será um ano de ampliação da cobertura geográfica também. "Já estamos analisando outras capitais e grandes centros onde implantaremos novos Centros Operacionais, assim como fizemos em São José dos Campos em 2009, mas vamos continuar desenvolvendo parcerias sólidas com nossa rede terceirizada e ampliá-la para as cidades no interior onde hoje não estamos presentes, mas que são ou estão tornando-se polos regionais de desenvolvimento. Este movimento para expansão da cobertura geográfica nos permitirá participar e ter uma pequena parcela do segmento de carga aérea."Isto tudo, porque o diretor comercial avalia que, em termos macroeconômicos, 2010 será o ano da efetiva recuperação do ritmo de crescimento que o Brasil vinha experimentando até a chegada da crise. "Em relação ao mercado de encomendas expressas, especificamente, acreditamos que o e-commerce, que representa 50% do nosso volume de entregas, mantenha o ritmo de crescimento entre 20% e 25%. Outros segmentos crescerão de acordo com o PIB", completa. A previsão de faturamento da Direct em 2009 é de cerca de R$ 80 milhões, enquanto que, para 2010, fica entre R$ 100 e R$ 120 milhões.Empilhadeiras e componentes"Para 2010, focaremos mais a frota de locação, para que os clientes que tenham inventários esporádicos não precisem investir em compra de equipamentos. Nosso novo projeto em 2010 será o de plataformas (tipo tesoura e articuladas)."Jean Robson Baptista, do departamento comercial da Empicamp Comércio e Serviços de Empilhadeiras (Fone 19 3246.3113), informa, ainda, que sua empresa acredita que o Brasil retomará seu crescimento, principalmente porque estamos passando muito bem pela crise que afeta os países desenvolvidos, além destes países estarem voltando suas atenções para os países emergentes, como Brasil e outros da África."Acreditamos muito na diversificação em período de crise, mesmo que já estejamos mais estruturados para enfrentá-la, não podemos baixar a guarda. Diversificar a linha de produtos e serviços aumenta as chances de estar presente diante da necessidade do cliente", revela Baptista, para justificar o foco da empresa em 2010. Ele conclui frisando que, para 2009, a empresa está trabalhando com uma previsão de 10% de crescimento e, em 2010, planeja continuar este percentual. Pelo lado da Paletrans (Fone: 16 3951.9999), Amadeu Ignácio de Faria, gerente de exportação, conta que, para 2010, a empresa pretende continuar com seus planos de investimentos, os quais não foram interrompidos devido à crise e, pelo contrário, foram intensificados nos meses de baixas vendas para aproveitamento e realocação de mão de obra fabril. "Além de ter comprado um novo torno CNC neste mês para ampliar sua capacidade produtiva, a Paletrans está desenvolvendo para 2010 um novo sistema de pintura a pó que modificará toda a linha de produção dos equipamentos manuais e elétricos, otimizando todo o layout da fábrica. Também serão adquiridas para o próximo ano mais duas prensas hidráulicas e um robô de solda para que nossa linha de solda do transpalete manual fique 100% robotizada", avalia.Faria conta, ainda, que neste ano de 2009 a Paletrans adquiriu da Totvs um novo Sistema de Comércio Exterior, o qual está em fase final de implantação e já mostra expressivas melhorias nos controles de prazos, pedidos de importações, controles de estoque de matéria-prima importada e gerenciamento das exportações. Este novo sistema, que estará pronto em 2010, executará um controle total do recebimento de componentes trazidos do exterior.Além disto, uma parceria comercial desenvolvida neste ano e que promete render muitos frutos em 2010 foi realizada com a empresa italiana Pramac, a qual está comercializando os equipamentos Paletrans na Comunidade Européia.Também neste ano a Paletrans está desenvolvendo um trabalho de reestruturação de sua rede de revendedores e assistências técnicas autorizadas em todo o território nacional."O principal fator determinante para estes investimentos está relacionado à expectativa de que o mercado continuará muito competitivo devido ao câmbio da nossa economia. A Paletrans analisa o ano de 2010 como o ano da recuperação da crise mundial, que afetou muito o setor de equipamentos para movimentação de materiais. Neste início de segundo semestre de 2009, pode-se notar uma melhora significativa comparada ao primeiro semestre. Muitas empresas que ‘engavetaram’ projetos logísticos no início do ano por ‘medo’ das consequências da então desconhecida crise retomaram suas negociações, sendo que se espera um volume maior de negócios para 2010. A nossa previsão de faturamento para 2009 é de 42 milhões, e ainda não temos a de 2010", completa o gerente de exportação."Continuamos acreditando que o Brasil é o pais das oportunidades, principalmente em logística, onde ainda temos muito a fazer. A Retrak continuará investindo fortemente, renovando sua frota de equipamentos, treinando sua mão de obra cada vez mais especializada e crescendo com o Brasil", destaca Fabio D. Pedrão, diretor da Retrak Empilhadeiras (Fone: 11 2431.6464). Ainda segundo ele, a crise é setorial e pontual. "No segmento que atuamos tivemos uma pequena desaceleração no primeiro trimestre, o faturamento se manteve constante no trimestre seguinte e tivemos um forte crescimento a partir do terceiro trimestre, como média projetamos um crescimento de 20% sobre o ano anterior", completa.Pela Saur Equipamentos (Fone: 55 3376.9300) fala Rafael Kessler, gestor de negócios."Em 2010 vamos seguir três linhas de investimento: qualificação de nossos processos de fabricação para remover barreiras, o que vai permitir entregar produtos em prazos mais curtos; estabelecimento de área específica para atender demandas do setor de óleo e gás; e qualificação tecnológica, com troca de conhecimento com nossos parceiros no exterior." Kessler também informa que, em função de atenderem a todos os mercados onde haja movimentação de material, as perspectivas são positivas para 2010 – seguindo a tendência de busca de aumento de produtividade, aumento de segurança nas operações e otimização do uso de áreas. "Em especial, estamos dando atenção às áreas de infraestrutura, construção e energia, como setor de óleo e gás", finaliza.Voltando às empilhadeiras, Adriana Firmo, gerente geral da Still do Brasil (Fone: 11 4066.8100), avalia que o ano de 2010 ainda será de recuperação gradativa para o mercado. "Acreditamos que o mercado ainda levará alguns anos, pelo menos até 2013, para retomar os índices de crescimento apresentados em 2008." Em razão disso, a fábrica continuará com o programa de melhoria contínua, otimizando processos para incrementar a produtividade e reduzir o custo final dos produtos. "Queremos estar preparados para a retomada do crescimento do mercado de empilhadeiras, mantendo a capacidade produtiva e a competitividade. Estamos investindo, também, na construção de uma nova linha para máquinas a combustão de 2500 kg que pretendemos produzir em 2010/2011. Entendemos que se estivermos bem preparados, podemos sair na frente quando este mercado voltar a crescer. Por isto, procuramos manter as equipes de alta performance e investir em melhorias de processos na fábrica e, também, nas unidades de vendas e pós-vendas", explica Adriana. A gerente geral ainda destaca que, em 2009, a Still está crescendo em participação de mercado, mesmo com a previsão de que este ano será quase 50% menor que 2008 em termos de vendas de máquinas. "Devido, principalmente, à queda do mercado de máquinas a gás, teremos uma redução de faturamento de aproximadamente 20% em 2009. Já para 2010 esperamos recuperar o faturamento de 2008", expõe.Segundo Mario Miranda, gerente comercial da Yale (Fone: 11 5683.8500), os bancos estão começando a soltar as amarras dos créditos para financiamentos. "As medidas anunciadas pelo governo brasileiro para incentivar a construção civil, tradicional geradora de empregos, e a queda da inflação também são fatores positivos para recuperar a economia", acrescenta Paulo Watanabe, gerente de vendas da empresa.Eles garantem que a Yale vai manter os investimentos previstos para este ano, destinados à produção de novos modelos de empilhadeiras e outros equipamentos de movimentação de carga.Montadoras Já de acordo com o presidente da Fiat na América Latina (Fone: 11 2126.2115), Cledovino Belini, a empresa manteve todos os projetos de seu plano de investimentos, que prevê recursos de R$ 5 bilhões entre 2008 e 2010. Parte dos investimentos já foi realizada no aumento da capacidade de produção da planta de Betim, em Minas Gerais, e no desenvolvimento de novos produtos e tecnologias. Este ano, a empresa já fez uma série de lançamentos, e outras novidades estão previstas ainda para 2009."A Fiat acredita que o mercado brasileiro poderá crescer cerca de 6% este ano, dentro das projeções da Anfavea. Contribuem para esta previsão a redução do IPI e a normalização da oferta de crédito ao consumidor. A queda nas exportações, porém, na ordem de 40%, irá comprometer o desempenho da produção, que encerrará o ano em queda. Para 2010, acreditamos que a economia irá reencontrar o ritmo de evolução, com o crescimento do PIB em torno de 4%. Porém, ainda não temos uma projeção para o mercado automobilístico", completa Belini.Maurício Gouveia, diretor de pós-venda da Iveco (Fone: 0800 7023443) no Brasil, conta que o plano de investimento da empresa é, na realidade, um plano de aceleração iniciado em 2007 e que se estende até 2011. "Apenas para citar, este plano inclui o lançamento de duas novas famílias por ano, a expansão da rede de concessionárias, lembrando que além de novas casas, falamos de nova identidade corporativa, novos padrões administrativos e uma melhoria contínua dos serviços, ampliação de nossa infraestrutura fabril, bem como a construção de um novo centro de distribuição de peças da Iveco em Sorocaba, SP", informa ele, destacando que as expectativas são positivas em relação ao próximo ano, pois a economia já começou a dar sinais vitais de recuperação. Sobre os fatores levados em conta para estes investimentos, Gouveia aponta o crescimento contínuo da montadora no mercado de caminhões brasileiro, lembrando que a Iveco registrou crescimento de 120% em 2007 e de 90% no ano passado. Com isso, o market share da Iveco, que era de 3,8% em 2006, atingiu 8% em 2008. "Mais importante, terminamos o primeiro semestre de 2009 sem perda de market share, e a estimativa é que a Iveco cresça 40% no volume de vendas nesse 2º semestre, sendo que o objetivo é saltar de 8% de participação de mercado atual para 9% de market share. Para 2010, a participação de mercado da Iveco deve chegar a 10%", ainda de acordo com o diretor de pós-venda. A Volvo (Fone: 0800 411050) também continua com seus planos de investimentos. Foi o que ocorreu, por exemplo, recentemente quando apresentou ao mercado a atualização na linha de produtos, no caso os caminhões da linha F. Foram consumidos cerca de US$ 30 milhões na desenvolvimento desta nova geração. Ainda de acordo com a empresa, os sinais que estão percebendo são positivos, e indicam um 2010 superior em volumes em relação a 2009. "Esperamos um bom desempenho, mas não podemos precisar de que tamanho, porque ainda é muito cedo. Também estamos enxergando um resultado em 2009 bastante semelhante ao registrado em 2007, que foi o segundo melhor ano do setor de transportes no Brasil", afirma Bernardo Fedalto, gerente de caminhões Volvo da linha F.
PortosO estudo de demanda do Porto de Santos estima um crescimento do PIB Nacional de 4,5% ao ano, no período 2009/2014, indicando crescimento de cerca de 24 milhões de toneladas nesse período. Para fazer frente a esse cenário de demanda, os principais projetos da CODESP – Companhia Docas do Estado de São Paulo (Fone 13 3202.6565) serão: arrendamento de áreas hoje invadidas (sítios de Prainha e Conceiçãozinha) para contêineres e granéis sólidos de origem vegetal; construção de mais 2 berços de atracação para granel líquido, na Alemoa; início do processo de reordenamento de terminais no Saboó; rearranjo do sistema viário no bairro do Macuco, permitindo ampliação de áreas de terminais portuários; e início da implantação do terminal da Brasil Terminal Portuário (para contêineres e granel líquido).De acordo com Célia R. Souza, assessora de comunicação e responsabilidade social da Codesp, a economia mundial deve seguir novos rumos a partir de 2010, retomando seu crescimento. A movimentação de cargas verificada no primeiro semestre deste ano, que registrou aumento de 3% em relação ao mesmo período do ano passado, mostra que as trocas de commodities agrícolas devem continuar crescendo no cenário internacional. O aumento verificado na movimentação do porto decorreu dessas mercadorias, registrando-se queda nos produtos de alto valor agregado, transportados em contêineres. A expectativa é que a movimentação dessas cargas de alto valor agregado se recomponha a partir do próximo ano. Vislumbrando o crescimento futuro desse segmento, o porto está em fase final de desenvolvimento de seu plano de expansão, contemplando um cenário até 2024.Sobre a previsão de faturamento em 2009, ela revela ser de R$ 590 milhões, devendo atingir R$ 600 milhões em 2010.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Empresas já fazem planos e preveem investimentos para 2010
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