terça-feira, 29 de setembro de 2009

Economia dá sinais de recuperação

Chegamos ao terceiro quadrimestre de 2009 com a economia dando claros sinais de recuperação, não apenas em nível de Brasil, mas mundial, incluindo na China e nos Estados Unidos, o país que deu origem a este "colapso" econômico e, também, o mais afetado. E os sinais de recuperação passam pelos investimentos – o mercado de ações já não sofre tantas turbulências e as bolsas internacionais vêm mantendo um certo equilíbrio em seus pregões, enquanto já se nota a normalização da oferta de crédito ao consumidor (os bancos estão voltando a liberar créditos para financiamentos) e sensível melhora no balanço de bancos e empresas – e pelo desempenho do mercado como um todo. No nosso caso, em conversas com os representantes de empresas e analisando o mercado, podemos notar claros sinais de um desempenho melhor, com crescimento até acima do esperado em alguns segmentos.Esta melhoria no mercado tem levado as empresas a revisarem e a retomarem seus investimentos, ainda em 2009 e, principalmente, em 2010, como se pode notar em matéria especial desta edição. Nela, representantes de empresas fornecedoras e usuárias de produtos e serviços de logística , além de enfocarem os investimentos propriamente ditos, também analisam o mercado atual e traçam suas perspectivas para 2010, sempre com base na logística. Ainda prova do reaquecimento da economia é outra matéria especial desta edição, agora sobre os investimentos em Centros de Distribuição feitos em 2008 e 2009, e também os previstos para o próximo ano, não apenas em termos de construção de novas unidades, mas também de ampliação das já existentes e do aprimoramento das tecnologias utilizadas. E por falar em matérias especiais, outra inserida nesta edição trata dos segmentos supermercadista, atacadista e distribuidor. Inicia-se com uma análise do setor de supermercados para, em seguida, relacionar alguns dos fornecedores de equipamentos e sistemas e terminar com uma ampla tabela com dados de transportadores e operadores logísticos que atendem a estas áreas. Vale destacar que outras matérias desta edição também possuem um viés no crescimento econômico, seja em novos conceitos de logística, seja na diversificação de suas atividades e nos serviços oferecidos.Wanderley Gonelli Gonçalves – Editor

John Gattorna fala sobre o livro "Living Supply Chains"

Após ter dedicado boa parte de sua vida trabalhando com cadeias de valor, antes mesmo do surgimento do conceito de logística, que a cada dia ganha mais importância nas corporações mundo afora, o Dr. John Gattorna, que hoje atua como professor, escritor e consultor, escreveu o livro "Living Supply Chains: Alinhamento Dinâmico de Cadeias de Valor", lançado recentemente no Brasil pela Editora Pearson Education (Fone: 11 2178.8686).A obra, que anteriormente foi lançada em inglês, chinês e ainda será publicada em espanhol, no Brasil contou com o auxílio da Axia Consulting (Fone: 11 3043.7430) que, por meio de especialistas em Supply Chain, tratou de fazer uma minuciosa revisão do texto, evitando, assim, discrepâncias decorrentes da tradução. Pode-se dizer que o livro, que levou pouco mais de um ano para ser escrito, mas que é fruto de 20 anos de trabalho, é uma espécie de guia para os profissionais atuantes em cadeias de valor, já que por meio dele, o autor procura auxiliar estes profissionais a entenderem melhor as expectativas dos clientes. Gattorna traz uma grande bagagem que o credencia a escrever um livro como este: na década de 1980, trabalhou em algumas conceituadas empresas multinacionais antes de formar sua própria consultoria especializada em estratégia de marketing e logística; em 1995, implantou o escritório de estratégia logística e, mais tarde, a cadeia de valor na Andersen Consulting (atual Accenture) na Austrália, Nova Zelândia e sudeste da Ásia; em 2002, passou a dedicar o seu tempo para ensinar, pesquisar e escrever. Hoje, o autor de "Living Supply Chains: Alinhamento Dinâmico de Cadeias de Valor" presta consultoria no Reino Unido, na França, no norte e sul da Ásia e Oriente Médio.No dia do lançamento deste guia para os profissionais de Supply Chain, em uma livraria situada em São Paulo, SP, em meio a dezenas de pessoas sedentas por autógrafos e valiosas dicas, o autor conseguiu arrumar alguns minutos e conversou com a Logweb sobre o livro – tema, objetivos e expectativas – e também sobre o cenário atual do Supply Chain no Brasil e no mundo.Logweb: Como você analisa o desenvolvimento do Supply Chain no mundo nos últimos anos?Gattorna: Tem evoluído muito. O que eu tenho observado cada vez mais é a necessidade de um novo modelo e no mundo inteiro há pessoas inteligentes de liderança que estão vendo esta necessidade e estão começando a aplicar este tipo de ideia, que tem se espalhado muito rápido.Logweb: E no Brasil?Gattorna: Vejo o Brasil mais ou menos da mesma maneira que o resto do mundo. Há muitas empresas de bom porte no Brasil, como as da área de aço e a Embraer também, que já está constatando as necessidades e está aplicando modificações para não cometer os mesmos erros de outras companhias do mesmo segmento, como o mundo pôde constatar recentemente. Então, estou vendo o Brasil emergindo, saindo na ponta nesta nova onda do Supply Chain.Logweb: Em sua opinião, quais são as tendências e o que dever ser feito daqui pra frente referente ao Supply Chain?Gattorna: Entendo que irá haver muitas coisas interessantes por causa da pressão do meio ambiente – sustentabilidade, mudanças climáticas e responsabilidade social –, tudo isso terá impacto dentro das cadeias de valor. Por exemplo, hoje as empresas compram um material aqui, outro ali, outro lá, montam tudo, embalam, transportam, aí o produto é vendido e distribuído pra outros lugares. Esse processo todo gera um impacto absurdo. Teve um caso na Inglaterra em que pesquisaram todos os elementos que compunham uma determinada cesta de frutas, de onde vinha cada um deles e o quanto tinham viajado até o destino final. O resultado foi 250.000 km.Logweb: Quando e como surgiu a ideia de escrever "Living Supply Chains: Alinhamento Dinâmico de Cadeias de Valor"?Gattorna: A ideia básica surgiu em 1989, foi quando comecei a pensar nisso. Mas precisei de uns 400 a 500 trabalhos de consultoria realizados nos 10 ou 15 anos subsequentes para poder analisar e chegar a um padrão. Foi só em 2004 ou 2005 que consegui ver todos os pontos e conectá-los da forma correta. Foi então que escrevi este livro.Logweb: Qual é o tema principal, a essência do livro?Gattorna: Há décadas tentamos encontrar o equilíbrio entre entregar os produtos aos clientes e fazer isso de uma forma inteligente e com eficiência de custo. Com os clientes tornando-se mais inquietos e o ambiente operacional mais incerto, a solução parece evasiva como sempre. No livro, eu procuro ilustrar maneiras para as empresas conectarem o lado operacional às expectativas reais dos clientes, ao invés de só pensarem em investir em tecnologia e na parte operacional. Só é possível alinhar a cadeia da maneira adequada se a empresa entender melhor o cliente. A logística é parte física da operação, enquanto a cadeia de valor diz respeito ao relacionamento. Assim, o futuro não está na tecnologia ou nos ativos de uma corporação, mas, sim, na capacidade de as pessoas identificarem comportamentos e transportarem isto para a cadeia de valor, que é movimentada pela energia e pelo conhecimento de seus empregados e fornecedores. E eles são impulsionados pelos desejos mutantes de seus clientes.Logweb: Explique o título da obra.Gattorna: Chamo o princípio de combinar as necessidades e desejos mutantes dos clientes às diferentes estratégias de cadeias de valor de alinhamento dinâmico. É dinâmico porque acompanha com mais precisão o fluxo e refluxo de energia das pessoas. É vivo como as pessoas que compram seus bens e serviços. Alinhamento dinâmico é exatamente o que é necessário hoje, à medida que as empresas saem da zona de redução de custos e colocam o crescimento de volta na agenda. Para crescer, não se pode ter pontos sensíveis na cadeia de valor, bloqueando a entrega de bens e serviços ou aumentando o "custo de servir".Logweb: O que você objetiva com esta publicação? Gattorna: Decidi escrever este livro para ajudar diretores executivos a entender o componente humano do ambiente atual das cadeias de valor. O livro descreve um novo modelo para entender os clientes, fornecendo maneiras práticas de alocar seus recursos para os clientes ao longo de suas muitas cadeias de valor. Trata-se de entender mais a respeito das expectativas dos clientes, de forma que você terá uma oportunidade melhor de compreender como eles querem comprar seus produtos e serviços. Em última instância, você estará em uma posição melhor para fornecer a resposta exata que eles desejam.Logweb: Quais são suas expectativas quanto à aceitação do público?Gattorna: No mundo está vendendo muito bem. A aceitação da obra nos países onde já foi publicada tem sido muito positiva e estou muito feliz com os resultados. No Brasil, se o livro não tiver uma tiragem gigantesca, mas vender umas 4.000 cópias para as pessoas certas, que são os profissionais que atuam em cadeias de valor, ficarei muito satisfeito.Logweb: Como você imagina que este livro irá impactar nos cursos acadêmicos de Logística e Supply Chain?Gattorna: Vai revolucionar completamente os cursos de logística e acho que, em alguns casos, terão que reformular totalmente os cursos de MBA, porque hoje em dia estes cursos ensinam de uma maneira meramente técnica, dizendo que "você vai ter que comprar com tal preço, entregar de tal maneira", e por aí vai. Isso tudo é muito técnico, mas o que é técnico cai no vazio. Isto (o livro) vai forçar as empresas a olharem para o mercado e enxergá-lo como se fosse uma pessoa com personalidade. Por exemplo: a empresa, ao invés de pensar que vai vender para 50 grandes hotéis, vai entender que na verdade vai vender para grandes hotéis e que cada um compra de acordo com a sua personalidade, cada um deles tem suas particularidades que devem ser respeitadas. É desta maneira que as cadeias de valor devem ser direcionadas.

Engenheiro aduaneiro é diferente de despachante

Certamente, você que atua em uma empresa que lida com comércio exterior sabe que o despachante aduaneiro representa os importadores e exportadores nos procedimentos aduaneiros, fiscais, tributários, logísticos e comerciais, e é responsável pela liberação aduaneira da mercadoria. Aliás, só o despachante tem representatividade perante a Receita Federal. Mas você sabe qual é a função do engenheiro aduaneiro? Para quem não conhece, o profissional desta área tem a incumbência de certificar que um produto que passará pela Receita Federal corresponde às especificações técnicas e não fere nenhuma lei. Segundo Fábio Fatalla, diretor comercial da Interface Engenharia Aduaneira (Fone: 13 3234.3058), esta função já fazia parte da rotina dos profissionais de comércio exterior há muito tempo, mas o título de Engenharia Aduaneira foi oficializado junto ao CREA – Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura há menos de 10 anos.De acordo com Fatalla, a Interface foi a primeira empresa a receber autorização do CREA para atuar nesse segmento. Atualmente, dispõe de uma equipe multidisciplinar de engenheiros com experiência nas áreas mecânica, agronômica, eletrônica, química, naval e têxtil, entre outras. "Hoje, a Interface elabora laudos técnicos, avaliações para importação de equipamentos usados, análises laboratoriais e classificação aduaneira, entre outros, minimizando tempo e, principalmente, custos no processo de importação e exportação", destaca.Ele explica que em nenhum momento o despachante exerce a função do engenheiro ou vice-versa, já que enquanto um analisa tecnicamente o produto, o outro representa legalmente os importadores e exportadores. "As duas profissões se complementam para um serviço de qualidade. Em um cenário de aumento do comércio exterior e aperfeiçoamento da máquina fiscal, o serviço de análise técnica de engenharia aduaneira se torna fundamental para evitar que um erro na classificação aduaneira gere multa, apreensão da carga ou até o fechamento de uma empresa", comenta, ressaltando que para que o despachante possa providenciar a documentação correta, é necessário que ele saiba com qual produto está lidando, tecnicamente. "Essa análise técnica é papel do engenheiro aduaneiro", esclarece.O diretor comercial da Interface aponta que com a globalização, o Brasil tornou-se um país que cada vez mais se evidencia no mercado de comércio exterior. Ele diz que por causa do aumento das importações e exportações, e com o aperfeiçoamento dos procedimentos aduaneiros, a projeção é que haja cada vez mais procura por esses dois serviços.Partindo deste pressuposto, e visando proporcionar melhorias em sua atuação, a Interface disponibilizou, recentemente, em seu novo site (www.interface.eng.br) uma área restrita na qual o cliente, que recebe login e senha para acessá-la, pode monitorar on-line o andamento do processo pedido. Na visão de Fatalla, com o monitoramento, os serviços ganham transparência, pois o cliente acompanha todo o processo, do início à finalização.Laboratório TêxtilPara entender um pouco mais a função de uma empresa de Engenharia Aduaneira, a Interface abriu as portas de seu Laboratório de Controle de Qualidade Têxtil para a Logweb e conta que nele executa serviços para determinar características de fibras, fios, tecidos planos, tecidos de malha, não-tecidos e vestuários, com fins de classificação de produtos e elaboração de laudos periciais para atender às exigências da legislação aduaneira vigente. Fatalla explica que no Laboratório Têxtil são feitos ensaios de solidez, texturização, titulação, torção e retorção de fios, densidade, estabilidade dimensional de tecidos, número de filamentos, tenacidade, padronagem, gramatura, análise quantitativa, análise qualitativa, bem como análise para instrução de etiquetagem e qualidade de produtos. "O laboratório trabalha focado na precisão de todos os seus ensaios, conferindo segurança e agilidade aos processos. Além disso, o espaço é climatizado, de acordo com a norma ABNT NBR, impedindo qualquer interferência sobre a análise", garante.Ele informa, ainda, que a metodologia adotada segue diversas normas técnicas aplicáveis, como as da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, AATCC – American Association of Textile Chemists and Colorists, ASTM – American Society for Testing and Materials, ISO – Organização Internacional para Padronização e AFNOR – Association Francaise de Normalisation.

Vem aí a terceira edição do Prêmio Top do Transporte


Já virou tradição entre as empresas de transporte rodoviário de cargas no Brasil. Pelo terceiro ano consecutivo, a Logweb Editora (Fone: 11 3081.2772) e a Editora Frota (Fone: 11 3871.1313), responsáveis pela publicação das revistas Logweb e FROTA&Cia, respectivamente, promovem o Prêmio Top do Transporte, que reconhece as melhores empresas deste setor, tendo como base as notas atribuídas a elas pelo próprio mercado. O evento vai ocorrer em São Paulo, SP, no dia 12 de novembro próximo.A eleição foi realizada por meio da Pesquisa de Desempenho dos Fornecedores de Serviços de Transportes, através de cédula de votação eletrônica enviada para eleitores previamente identificados e cadastrados, os quais puderam atribuir notas de desempenho para cada um dos seus fornecedores de serviços de transportes analisando cinco indicadores de performance comumente utilizados no mercado. Dois englobam o fator custo – capacidade de negociação e custo/benefício – e os outros três o nível de serviço – gestão da qualidade, nível de serviço e tecnologia e informação. Assim como em 2008, a edição de 2009 do Top do Transporte – que foi instituído em 2007 visando a reconhecer os transportadores rodoviários de cargas de melhor desempenho nos setores Químico, Farmacêutico e de Perfumaria e Cosméticos – também premiará os melhores no segmento Automotivo, enquanto que o setor Eletroeletrônico será o estreante do ano na premiação. Vale destacar, ainda, que o Prêmio abrange duas categorias de transporte – carga completa e fracionada."A pesquisa foi feita junto a mais de 2.000 embarcadores de cargas, todos pertencentes aos quadros associativos de uma das seguintes entidades: Abifarma – Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica, Abihpec – Associação Brasileira da Indústria da Higiene Pessoal, Abinee – Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química e Sindipeças – Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores", observa José Augusto Ferraz, diretor de redação da Editora Frota.Ele também informa que o crescimento da importância do evento pode ser observado pelo aumento do número de empresas finalistas: em 2007, foram 50; no segundo ano, 80 empresas; e nesta edição serão 100 transportadores. Além disso, outro fator que credencia o TOP do Transporte é o apoio de importantes entidades, como as citadas. Para Valéria Lima, diretora executiva da Logweb Editora, criar e sustentar um prêmio com idoneidade, responsabilidade e, ainda, dar a ele credibilidade é um grande desafio em um mercado com tantos prêmios promocionais. "Nossa meta é clara: tornar o Top do Transporte um selo de controle de qualidade. Por isso, nossa pesquisa é criteriosa e muito consciente, afinal, queremos qualidade, e não quantidade", destaca. "O Prêmio Top do Transporte se distingue de qualquer outra premiação do gênero pela metodologia para definir as empresas finalistas", acrescenta Ferraz, da Frota."Dessa forma, estamos gradativamente aumentando o número de eleitores cadastrados e inserindo apenas um novo segmento por edição do Prêmio, o que nos permite um trabalho mais focado e com melhor qualidade, além de criar expectativa no mercado, já que os ganhadores são anunciados apenas na entrega da premiação, ocasião em que eles tomam conhecimento de suas notas", completa Valéria. Seminário de Logística da Distribuição e TransportesUma grande novidade está reservada para a edição de 2009 do Top do Transporte. Para possibilitar a troca de experiências profissionais e a integração entre a indústria geradora de cargas e os fornecedores de serviços de transporte, a Logweb e a Frota irão promover o "LOGTRAN – Seminário de Logística da Distribuição e Transportes: Oportunidades e Desafios 2010 – Transporte e Indústria", no qual serão debatidos os gargalos que afetam as operações de transporte no País. O evento conta com o apoio da ABEPL – Associação Brasileira de Empresas e Profissionais de Logística e da SOBRALOG – Sociedade Brasileira de Logística, e tem a supervisão de Edson Carillo Jr., diretor da Global Connexxion do Brasil, consultoria em Supply Chain Engineering."O objetivo do evento é encontrar saídas para que os transportadores melhorem a produtividade e consigam driblar os entraves existentes", diz Carillo Jr.Por sua vez, Luis Cláudio R. Ferreira, diretor administrativo/finanças da Editora Logweb, lembra que ao todo serão quatro painéis, nos quais os palestrantes – três em cada painel – apresentarão cases, bem como debaterão os temas propostos por meio de mesas redondas organizadas ao término de cada um dos painéis.Confira alguns dos palestrantes que já confirmaram presença no evento: André Sarti, gerente de logística da J. Macedo (Petybon); Miguel Dau, CEO da Azul Linhas Aéreas; Luiz Barberini, gerente de logística da Nycomed Pharma; Nelson Rodrigues Farias, gerente de logística da Infraero; Marcelo Sousa, diretor de logística da TGestiona; Wesley Bonni, diretor da Solutio; e João Dias, gerente de prevenção e perdas do Grupo Pão de Açúcar. Revista Top do Transporte 2009
Seguindo a tradição, ainda no mês de novembro, as duas editoras irão, em conjunto, produzir a Revista Top do Transporte 2009, que trará a cobertura completa da premiação, revelando os detalhes da eleição e trazendo os perfis das 100 empresas finalistas desta edição do Prêmio. A publicação, em forma de encarte, terá tiragem de 24.000 exemplares e será distribuída porta-a-porta para os leitores das revistas Logweb e FROTA&Cia em todo o território brasileiro.

Empresas já fazem planos e preveem investimentos para 2010


Além destes aspectos, representantes de empresas dos mais diversos segmentos analisam o mercado em 2009 e traçam suas perspectivas para 2010. Sempre com base na logística. A crise econômica mundial mostra sinais de enfraquecimento – pelo menos é o que se pode perceber através da mídia. E, por isso, as empresas já começam a fazer planos para investimentos neste e no próximo ano. Este é o assunto desta matéria especial, onde entrevistamos representantes de empresas dos mais diversos segmentos, que fazem uma análise atual e futura do mercado. Elas também apontam as previsões de faturamento em 2009 e 2010. Transportes Por exemplo, no caso da Cootravale – Cooperativa dos Transportadores do Vale (Fone: 47 3404.7000), a aposta é que a pulverização dos segmentos de transporte iniciada este ano com a aquisição de siders e baús deve se intensificar ainda mais com a retomada do crescimento dos principais embarcadores. "A atuação no sudeste da Cootravale deve crescer consideravelmente. A permissão para atuar no transporte DTA conquistada em julho de 2009 e o Permisso que deverá estar pronto até o final do ano devem ampliar o leque de serviços oferecidos pela Cooperativa", diz Vilmar José Rui, presidente.Ainda de acordo com ele, o mercado deve voltar a crescer, não aceleradamente como no passado, mas de uma maneira mais consistente. "Mesmo em momentos de crise existem oportunidades. Neste ano, a Cootravale investiu pesado em sua estruturação, principalmente focada em pessoas. Acreditamos, assim, que 2010 será economicamente muito melhor que 2009, o que já vem sendo sinalizado pela sensível melhora no balanço de bancos e empresas. Em termos de mercado, cada vez mais os embarcadores evitam relacionamento com um grande número de transportadoras – é onde as empresas com maior porte têm se saído melhor. Neste sentido, a Cooperativa torna-se viável, já que centraliza uma grande quantidade de pequenos e médios transportadores, proporcionando um bom atendimento e facilitando as relações da cadeia logística do cliente", destaca o presidente.Rui revela, ainda, que a Cooperativa prevê faturar em 2009 aproximadamente R$125.000.000,00 e, em 2010, deve chegar aos R$160.000.000,00. E que está investindo na sua nova sede administrativa, com 2.734 m2 de área construída, sendo 1.000 m2 para o setor administrativo e 1.734 m2 para atendimento e suporte aos cooperados e transportadores."Em nossa empresa, sempre tratamos novas tecnologias como ferramenta fundamental para o desenvolvimento da atividade que ela desenvolve. Por isso, independente dos sinais de retomada do crescimento econômico, os investimentos dela nessa ferramenta devem ficar em torno de 1,6% de seu faturamento, como tem sido desde que ela foi fundada 30 anos atrás. Quanto a outros investimentos, como os voltados para áreas de qualidade e renovação de frota, todos serão mantidos. No que se refere à frota, os investimentos também continuam, principalmente em função da necessidade de se trabalhar com veículos com idade inferior a 6 anos, uma vez que nossa especialidade é o transporte para a região Centro-Oeste, onde as estradas encontram-se em estado precário e não podemos correr o risco de deixar de atender nossos clientes."Segundo Carlos Aberto Mira, vice-presidente do Mira Transportes (Fone: 11 2142 9000), em nível mundial, o mercado dá sinais de que começou a reconquistar a confiança. No aspecto financeiro, por exemplo, o mercado de ações já não sofre turbulências como as verificadas no segundo semestre do ano passado. As bolsas internacionais vêm mantendo, desde meados do primeiro semestre deste ano, um certo equilíbrio em seus pregões. Alguns grandes grupos econômicos internacionais, afetados de forma grave pela crise, também começam a se recuperar. "São sinais de que 2010 deve marcar o início de uma paulatina recuperação da economia no plano internacional. No Brasil, a situação é mais animadora ainda. Porque o país foi o primeiro, em todo o mundo, a dar sinais de maior resistência aos efeitos da crise. Tanto que a produção e o emprego não sofreram quedas iguais às verificadas em outros países, como os Estados Unidos, por exemplo. Claro que houve uma redução nessas duas áreas, mas algumas políticas diminuíram o impacto que ela teria. Isso traz de volta a confiança dos agentes econômicos e a perspectiva de uma recuperação econômica mais rápida, o que, para transportadores e operadores logísticos, é essencial", completa Carlos Alberto. O vice-presidente também lembra que, nos últimos 10 anos, o Mira vem crescendo a uma média anual de 20%. "Em 2009 nossas receitas devem atingir R$ 150 milhões. Para 2010, vamos fazer o que for possível para manter essa média de crescimento", finaliza.Pela Rápido 900 (Fone: 11 2632.0900), o diretor, André Ferreira, define que acabaram de concluir a compra de um terreno onde será a matriz da empresa, em São Paulo, porém ainda não têm o orçamento total da obra. "Com relação aos fatores levados em conta para estes investimentos, está a necessidade de maior espaço de pátio e armazém, bem como a própria expectativa de crescimento do mercado".Ferreira também salienta que estão otimistas com relação ao mercado. "Acreditamos que o pior já passou e devemos ter uma retomada do crescimento econômico que estávamos vivendo até o momento da crise mundial. E, sem dúvida, nosso setor é um bom termômetro desse crescimento. Com base nisto, devemos ter um crescimento de 10% a 15% em 2009 em relação a 2008. Para 2010, ainda é difícil prever, mas acreditamos que teremos um patamar de crescimento superior a 2009", complementa.Por sua vez, a TSV Transportes (Fone: 62 9244.34.18) está estudando a aquisição de uma esteira para a filial de São Paulo, a qual fará a pesagem e cubagem de todas as mercadorias. "Pensamos, também, em abrir uma filial na região de Campinas, SP, caso isto não ocorra ainda em 2009. Afinal, este ano, apesar da tão falada crise, temos faturamento 12% maior que no ano passado e acreditamos atingir, em 2010, no mínimo, um crescimento de 20%, devido à abertura de novas filiais."Ainda segundo o representante da empresa, Maurício Candal, a previsão de faturamento em 2009 é de 25 milhões, e de 30 milhões em 2010. Operadores LogísticosOutra empresa otimista é a Brasiliense Comissária de Despachos (Fone: 19 2102.4700). Segundo Fábio da Silva Tavares, da diretoria comercial/operacional da empresa, eles estão confiantes no futuro. "Acreditamos que neste segundo semestre de 2009 a economia brasileira retomará de forma lenta e gradual, mas 2010 com certeza fechará com crescimento maior que 2009 em todos os segmentos. O mercado de comércio exterior também está confiante", revela. Ele também informa que a Brasiliense está sempre inovando tecnologicamente. "A prestação de serviço na área de comércio exterior exige que as informações estejam alinhadas e on-line, sendo assim, um dos nossos constantes investimentos é no intuito de garantir esta prestação." Em 2009, foi inaugurada a filial em Chicago, Estados Unidos, para consolidação de cargas. Pelo seu lado, Cláudio Cortez, gerente comercial e de marketing do Grupo Cargo no Brasil – CSI Cargo (Fone 41 3381.2314), comenta que o último trimestre de 2008 chegou a assustar: o caótico cenário econômico internacional – o maior em décadas – acenava para tempos que seriam cada vez mais difíceis. "Porém, apesar do ambiente ainda difícil no chamado ‘Primeiro Mundo’, aqui no Brasil o temor arrefeceu. A crise não se sustentou como previam os mais céticos, em virtude do mercado interno, que apresentou robustez", compara ele. A CSI Cargo, pelo menos no que se refere aos seus clientes, interpreta este período como um forte momento de ajustes. "Atravessávamos um crescimento vertiginoso, superando já em meados de 2008 nossos objetivos em termos de faturamento para o ano, e o último trimestre frustrou um pouco nossas expectativas de atingirmos um resultado recorde desde a nossa chegada ao Brasil, em 1998. Porém, se em nível operacional houve redução das atividades, o inverso ocorreu em relação ao nosso trabalho de planejamento e engenharia, ou seja, em nossa Inteligência Logística. Houve um aumento de demanda muito forte – ainda em curso – de solicitações de projetos de readequação e otimizações", comemora Cortez. Ele ressalta que o Grupo têm uma visão muito positiva para o mercado, não apenas para este ano, mas também em 2010. "Investiremos cada vez mais em treinamento e capacitação de nossos profissionais. Estamos dando nova formatação à nossa divisão de transportes, buscando ofertar ao mercado uma ampla gama de serviços diferenciados, que integrem toda Cadeia de Suprimentos", informa.No caso da Julio Simões Logística (Fone: 11 4795.7000), o investimento não é para 2010, mas foi realizado agora. A empresa está iniciando as operações do seu Terminal Intermodal em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo.ocalizado às margens da Rodovia Ayrton Senna e da linha férrea da MRS, em um dos principais acessos à capital de São Paulo, o terminal fará a integração entre as cargas transportadas por trens e caminhões, que precisam cruzar a capital com destino ao Porto de Santos ou no sentido contrário.O Terminal Intermodal está sendo construído por módulos, conforme a necessidade de cada cliente. A área total é de 500.000 m², e está a apenas 5 km de onde passará o Rodoanel Metropolitano.A Julio Simões está em fase final de negociação com um cliente para o primeiro módulo, que tem área coberta de 5.000 m2 e pátio de 7.500 m2. Essa área inicial conta com duas pontes rolantes com capacidade para movimentar 35 toneladas cada, entre o carregamento e descarregamento de trens, caminhões e estocagem. A Julio Simões também está implantando ramais ferroviários e vai construir os demais galpões ou pátios a céu aberto, conforme as demandas dos clientes."Estamos considerando a duplicação do atual CD e investimentos maciços em tecnologia (sorter, WMS e ampliação da radiofrequência)", avalia, por sua vez, Daniel Mayo, diretor da Linx Fast Fashion (Fone: 11 2103.2455). Ele lembra que o segundo semestre de 2009 se iniciou com a recuperação da atividade econômica, e 2010 apresenta-se como um ano com ótimas perspectivas. "A retomada da economia em 2009 e a previsão de crescimento do PIB em 2010 já são vistos como certos. Aliás, o principal fator levando em conta para estes investimentos é o reaquecimento do mercado já sentido no final do primeiro semestre e a sinalização de retomada de crescimento dos nossos clientes. Para 2009, a Linx Fast Fashion prevê crescimento de 20% em relação a 2008. Para 2010, a previsão é de crescer 40%", completa Mayo. A LogFrio Logística (Fone: 11 2175.7100) também prevê investimentos em 2010. Segundo conta Oscar C. Bevilacqua, gerente geral da empresa, "estamos projetando investimentos em nossa divisão de armazenagem em torno de R$ 10.000.000,00 e de transporte R$ 2.500.000,00. Isto porque, atualmente, verificamos que existe uma carência no mercado de operadores logísticos de perecíveis, onde o mesmo operador detêm toda a cadeia logística do cliente, seja na transferência, armazenagem, distribuição e abastecimento dos sistemas dos clientes virtualmente, entre outros serviços", explica o gerente geral. Ele completa dizendo que a projeção de crescimento é de 25% para o próximo ano, devido ao aumento do poder aquisitivo das classes C e D, e que, no ano de 2009, esperam um incremento de 18% no faturamento.Do ponto de vista de Mauro Salgado, diretor superintendente da Mesquita Soluções Logísticas (Fone: 13 3209.6010), o próximo ano será de retomada dos negócios, pois o momento atual indica que já neste segundo semestre a economia vai melhorar. "Mas é preciso ter cuidado em separar sazonalidade de recuperação, já que o segundo semestre é sempre de maior atividade", avisa.Com isso, em 2010, a empresa volta a investir mais intensamente nas atividades logísticas. "Ainda estamos investigando em quais atividades e regiões", avisa Salgado. Isso porque, como o principal produto oferecido pela empresa é a inteligência logística, os investimentos dependem do mercado, da demanda, das estratégias, das parcerias, da região e de suas características. "Por exemplo, se tivermos um cliente em Pernambuco, só saberemos se vamos construir um CD para operar na região, se vamos alugar ou fazer parceria para a construção na hora de implantar", explica.Segundo o profissional, a Mesquita não tem grandes investimentos a fazer em equipamentos porque no ano passado adquiriu empilhadeiras que estão entrando em operação agora. "Mas, em tecnologia não vamos deixar de investir nunca, como informação e rastreabilidade".Por falar em novos Centros de Distribuição, a decisão pela construção depende da demanda, como já foi dito. A novidade é que a Mesquita está investindo em aparelhamento e modernização do WMS e do TMS dos centros logísticos de Santos e Guarujá, que atuam como terminais alfandegados, e do CD de São Bernardo do Campo, todos em São Paulo.Outro operador logístico que está fazendo investimentos é a MSlog (Fone: 62 3611.1000).Conforme conta Fillipe Gaia Cargo, diretor de qualidade da empresa, "estamos em expansão em dois novos centros, com base no Nordeste (Maceió, AL) e outra no Centro-Oeste (Aparecida de Goiânia, GO), que são pontos estratégicos. Prevemos para o próximo ano uma retomada dos objetivos traçados que ficaram estabilizados em 2009 e um faturamento estável, sendo que em 2010 deveremos ter um aumento no faturamento de 25%", explica. O Rapidão Cometa (Fone: 81 3464.5288) também programa ampliação de filiais e a abertura de outras em novas cidades. Neste segundo semestre, a empresa inaugura mais cinco filiais no País, o que faz parte do plano de expansão iniciado em janeiro com a associação à gestora de fundos de private equity Governança & Gestão Investimentos. São duas filiais na região Sudeste, em Ribeirão Preto, SP, e Pouso Alegre, MG; uma no Centro-Oeste, em Goiânia, GO; uma no Sul, em Itajaí, SC; e uma no Nordeste, na cidade de Simões Filho, BA.A empresa ainda investe cerca de R$ 12 milhões na renovação, ampliação e adaptação de projetos da sua frota, e tem como meta crescer 25% em 2009, com a ampliação de filiais e a abertura de outras em novas cidades. Está em estudo, ainda, a possibilidade de aquisição de concorrentes.Carlos Amodeo, diretor, é quem fala pela TAM Cargo (Fone: 0300 1159999). Ele cita que a empresa tem sentido uma melhora no mercado e que está investindo R$ 10 milhões na ampliação e melhoria da infraestrutura. "Estamos promovendo melhorias em nossos terminais de cargas espalhados pelo Brasil, de forma a tornar nossas operações cada vez mais eficientes. Estamos também implantando um novo sistema para controle das operações", destaca. Encomendas expressas"O maior investimento para suportar o crescimento dos próximos anos está acontecendo em 2009, e isso demonstra nossa enorme confiança no retorno do crescimento sustentado do país. No mês de agosto inauguramos um novo hub em Alphaville, São Paulo, de 11.000 m2, que nos catapultará para uma capacidade produtiva de mais de 50.000 remessas/dia, além de nos permitir ir a campo para atrair contratos de logística/fullfillment." A avaliação é de Luiz Henrique Cardoso do Nascimento, diretor comercial da Direct Express (Fone: 11 3511.0042).Ele destaca que, em 2010, a empresa pretende ampliar a cobertura de sua tecnologia WAP, que tem proporcionado uma revolução em termos de percepção da qualidade de seus serviços de entrega e logística reversa. "Hoje temos a tecnologia WAP na cobertura/abrangência dos Centros Operacionais próprios e vamos atingir a rede de parceiros de entrega com essa importantíssima ferramenta tecnológica."Para Nascimento, 2010 será um ano de ampliação da cobertura geográfica também. "Já estamos analisando outras capitais e grandes centros onde implantaremos novos Centros Operacionais, assim como fizemos em São José dos Campos em 2009, mas vamos continuar desenvolvendo parcerias sólidas com nossa rede terceirizada e ampliá-la para as cidades no interior onde hoje não estamos presentes, mas que são ou estão tornando-se polos regionais de desenvolvimento. Este movimento para expansão da cobertura geográfica nos permitirá participar e ter uma pequena parcela do segmento de carga aérea."Isto tudo, porque o diretor comercial avalia que, em termos macroeconômicos, 2010 será o ano da efetiva recuperação do ritmo de crescimento que o Brasil vinha experimentando até a chegada da crise. "Em relação ao mercado de encomendas expressas, especificamente, acreditamos que o e-commerce, que representa 50% do nosso volume de entregas, mantenha o ritmo de crescimento entre 20% e 25%. Outros segmentos crescerão de acordo com o PIB", completa. A previsão de faturamento da Direct em 2009 é de cerca de R$ 80 milhões, enquanto que, para 2010, fica entre R$ 100 e R$ 120 milhões.Empilhadeiras e componentes"Para 2010, focaremos mais a frota de locação, para que os clientes que tenham inventários esporádicos não precisem investir em compra de equipamentos. Nosso novo projeto em 2010 será o de plataformas (tipo tesoura e articuladas)."Jean Robson Baptista, do departamento comercial da Empicamp Comércio e Serviços de Empilhadeiras (Fone 19 3246.3113), informa, ainda, que sua empresa acredita que o Brasil retomará seu crescimento, principalmente porque estamos passando muito bem pela crise que afeta os países desenvolvidos, além destes países estarem voltando suas atenções para os países emergentes, como Brasil e outros da África."Acreditamos muito na diversificação em período de crise, mesmo que já estejamos mais estruturados para enfrentá-la, não podemos baixar a guarda. Diversificar a linha de produtos e serviços aumenta as chances de estar presente diante da necessidade do cliente", revela Baptista, para justificar o foco da empresa em 2010. Ele conclui frisando que, para 2009, a empresa está trabalhando com uma previsão de 10% de crescimento e, em 2010, planeja continuar este percentual. Pelo lado da Paletrans (Fone: 16 3951.9999), Amadeu Ignácio de Faria, gerente de exportação, conta que, para 2010, a empresa pretende continuar com seus planos de investimentos, os quais não foram interrompidos devido à crise e, pelo contrário, foram intensificados nos meses de baixas vendas para aproveitamento e realocação de mão de obra fabril. "Além de ter comprado um novo torno CNC neste mês para ampliar sua capacidade produtiva, a Paletrans está desenvolvendo para 2010 um novo sistema de pintura a pó que modificará toda a linha de produção dos equipamentos manuais e elétricos, otimizando todo o layout da fábrica. Também serão adquiridas para o próximo ano mais duas prensas hidráulicas e um robô de solda para que nossa linha de solda do transpalete manual fique 100% robotizada", avalia.Faria conta, ainda, que neste ano de 2009 a Paletrans adquiriu da Totvs um novo Sistema de Comércio Exterior, o qual está em fase final de implantação e já mostra expressivas melhorias nos controles de prazos, pedidos de importações, controles de estoque de matéria-prima importada e gerenciamento das exportações. Este novo sistema, que estará pronto em 2010, executará um controle total do recebimento de componentes trazidos do exterior.Além disto, uma parceria comercial desenvolvida neste ano e que promete render muitos frutos em 2010 foi realizada com a empresa italiana Pramac, a qual está comercializando os equipamentos Paletrans na Comunidade Européia.Também neste ano a Paletrans está desenvolvendo um trabalho de reestruturação de sua rede de revendedores e assistências técnicas autorizadas em todo o território nacional."O principal fator determinante para estes investimentos está relacionado à expectativa de que o mercado continuará muito competitivo devido ao câmbio da nossa economia. A Paletrans analisa o ano de 2010 como o ano da recuperação da crise mundial, que afetou muito o setor de equipamentos para movimentação de materiais. Neste início de segundo semestre de 2009, pode-se notar uma melhora significativa comparada ao primeiro semestre. Muitas empresas que ‘engavetaram’ projetos logísticos no início do ano por ‘medo’ das consequências da então desconhecida crise retomaram suas negociações, sendo que se espera um volume maior de negócios para 2010. A nossa previsão de faturamento para 2009 é de 42 milhões, e ainda não temos a de 2010", completa o gerente de exportação."Continuamos acreditando que o Brasil é o pais das oportunidades, principalmente em logística, onde ainda temos muito a fazer. A Retrak continuará investindo fortemente, renovando sua frota de equipamentos, treinando sua mão de obra cada vez mais especializada e crescendo com o Brasil", destaca Fabio D. Pedrão, diretor da Retrak Empilhadeiras (Fone: 11 2431.6464). Ainda segundo ele, a crise é setorial e pontual. "No segmento que atuamos tivemos uma pequena desaceleração no primeiro trimestre, o faturamento se manteve constante no trimestre seguinte e tivemos um forte crescimento a partir do terceiro trimestre, como média projetamos um crescimento de 20% sobre o ano anterior", completa.Pela Saur Equipamentos (Fone: 55 3376.9300) fala Rafael Kessler, gestor de negócios."Em 2010 vamos seguir três linhas de investimento: qualificação de nossos processos de fabricação para remover barreiras, o que vai permitir entregar produtos em prazos mais curtos; estabelecimento de área específica para atender demandas do setor de óleo e gás; e qualificação tecnológica, com troca de conhecimento com nossos parceiros no exterior." Kessler também informa que, em função de atenderem a todos os mercados onde haja movimentação de material, as perspectivas são positivas para 2010 – seguindo a tendência de busca de aumento de produtividade, aumento de segurança nas operações e otimização do uso de áreas. "Em especial, estamos dando atenção às áreas de infraestrutura, construção e energia, como setor de óleo e gás", finaliza.Voltando às empilhadeiras, Adriana Firmo, gerente geral da Still do Brasil (Fone: 11 4066.8100), avalia que o ano de 2010 ainda será de recuperação gradativa para o mercado. "Acreditamos que o mercado ainda levará alguns anos, pelo menos até 2013, para retomar os índices de crescimento apresentados em 2008." Em razão disso, a fábrica continuará com o programa de melhoria contínua, otimizando processos para incrementar a produtividade e reduzir o custo final dos produtos. "Queremos estar preparados para a retomada do crescimento do mercado de empilhadeiras, mantendo a capacidade produtiva e a competitividade. Estamos investindo, também, na construção de uma nova linha para máquinas a combustão de 2500 kg que pretendemos produzir em 2010/2011. Entendemos que se estivermos bem preparados, podemos sair na frente quando este mercado voltar a crescer. Por isto, procuramos manter as equipes de alta performance e investir em melhorias de processos na fábrica e, também, nas unidades de vendas e pós-vendas", explica Adriana. A gerente geral ainda destaca que, em 2009, a Still está crescendo em participação de mercado, mesmo com a previsão de que este ano será quase 50% menor que 2008 em termos de vendas de máquinas. "Devido, principalmente, à queda do mercado de máquinas a gás, teremos uma redução de faturamento de aproximadamente 20% em 2009. Já para 2010 esperamos recuperar o faturamento de 2008", expõe.Segundo Mario Miranda, gerente comercial da Yale (Fone: 11 5683.8500), os bancos estão começando a soltar as amarras dos créditos para financiamentos. "As medidas anunciadas pelo governo brasileiro para incentivar a construção civil, tradicional geradora de empregos, e a queda da inflação também são fatores positivos para recuperar a economia", acrescenta Paulo Watanabe, gerente de vendas da empresa.Eles garantem que a Yale vai manter os investimentos previstos para este ano, destinados à produção de novos modelos de empilhadeiras e outros equipamentos de movimentação de carga.Montadoras Já de acordo com o presidente da Fiat na América Latina (Fone: 11 2126.2115), Cledovino Belini, a empresa manteve todos os projetos de seu plano de investimentos, que prevê recursos de R$ 5 bilhões entre 2008 e 2010. Parte dos investimentos já foi realizada no aumento da capacidade de produção da planta de Betim, em Minas Gerais, e no desenvolvimento de novos produtos e tecnologias. Este ano, a empresa já fez uma série de lançamentos, e outras novidades estão previstas ainda para 2009."A Fiat acredita que o mercado brasileiro poderá crescer cerca de 6% este ano, dentro das projeções da Anfavea. Contribuem para esta previsão a redução do IPI e a normalização da oferta de crédito ao consumidor. A queda nas exportações, porém, na ordem de 40%, irá comprometer o desempenho da produção, que encerrará o ano em queda. Para 2010, acreditamos que a economia irá reencontrar o ritmo de evolução, com o crescimento do PIB em torno de 4%. Porém, ainda não temos uma projeção para o mercado automobilístico", completa Belini.Maurício Gouveia, diretor de pós-venda da Iveco (Fone: 0800 7023443) no Brasil, conta que o plano de investimento da empresa é, na realidade, um plano de aceleração iniciado em 2007 e que se estende até 2011. "Apenas para citar, este plano inclui o lançamento de duas novas famílias por ano, a expansão da rede de concessionárias, lembrando que além de novas casas, falamos de nova identidade corporativa, novos padrões administrativos e uma melhoria contínua dos serviços, ampliação de nossa infraestrutura fabril, bem como a construção de um novo centro de distribuição de peças da Iveco em Sorocaba, SP", informa ele, destacando que as expectativas são positivas em relação ao próximo ano, pois a economia já começou a dar sinais vitais de recuperação. Sobre os fatores levados em conta para estes investimentos, Gouveia aponta o crescimento contínuo da montadora no mercado de caminhões brasileiro, lembrando que a Iveco registrou crescimento de 120% em 2007 e de 90% no ano passado. Com isso, o market share da Iveco, que era de 3,8% em 2006, atingiu 8% em 2008. "Mais importante, terminamos o primeiro semestre de 2009 sem perda de market share, e a estimativa é que a Iveco cresça 40% no volume de vendas nesse 2º semestre, sendo que o objetivo é saltar de 8% de participação de mercado atual para 9% de market share. Para 2010, a participação de mercado da Iveco deve chegar a 10%", ainda de acordo com o diretor de pós-venda. A Volvo (Fone: 0800 411050) também continua com seus planos de investimentos. Foi o que ocorreu, por exemplo, recentemente quando apresentou ao mercado a atualização na linha de produtos, no caso os caminhões da linha F. Foram consumidos cerca de US$ 30 milhões na desenvolvimento desta nova geração. Ainda de acordo com a empresa, os sinais que estão percebendo são positivos, e indicam um 2010 superior em volumes em relação a 2009. "Esperamos um bom desempenho, mas não podemos precisar de que tamanho, porque ainda é muito cedo. Também estamos enxergando um resultado em 2009 bastante semelhante ao registrado em 2007, que foi o segundo melhor ano do setor de transportes no Brasil", afirma Bernardo Fedalto, gerente de caminhões Volvo da linha F.
PortosO estudo de demanda do Porto de Santos estima um crescimento do PIB Nacional de 4,5% ao ano, no período 2009/2014, indicando crescimento de cerca de 24 milhões de toneladas nesse período. Para fazer frente a esse cenário de demanda, os principais projetos da CODESP – Companhia Docas do Estado de São Paulo (Fone 13 3202.6565) serão: arrendamento de áreas hoje invadidas (sítios de Prainha e Conceiçãozinha) para contêineres e granéis sólidos de origem vegetal; construção de mais 2 berços de atracação para granel líquido, na Alemoa; início do processo de reordenamento de terminais no Saboó; rearranjo do sistema viário no bairro do Macuco, permitindo ampliação de áreas de terminais portuários; e início da implantação do terminal da Brasil Terminal Portuário (para contêineres e granel líquido).De acordo com Célia R. Souza, assessora de comunicação e responsabilidade social da Codesp, a economia mundial deve seguir novos rumos a partir de 2010, retomando seu crescimento. A movimentação de cargas verificada no primeiro semestre deste ano, que registrou aumento de 3% em relação ao mesmo período do ano passado, mostra que as trocas de commodities agrícolas devem continuar crescendo no cenário internacional. O aumento verificado na movimentação do porto decorreu dessas mercadorias, registrando-se queda nos produtos de alto valor agregado, transportados em contêineres. A expectativa é que a movimentação dessas cargas de alto valor agregado se recomponha a partir do próximo ano. Vislumbrando o crescimento futuro desse segmento, o porto está em fase final de desenvolvimento de seu plano de expansão, contemplando um cenário até 2024.Sobre a previsão de faturamento em 2009, ela revela ser de R$ 590 milhões, devendo atingir R$ 600 milhões em 2010.

Investimentos em CDs movimentam o setor


Seja em 2009 ou 2010, ou ainda no ano passado, a criação de novos CDs, ou a ampliação dos mesmos, tem movimentado o mercado, criando um nicho especial em tempos de crise. Fundamentais numa boa logística, os CDs – Centros de Distribuição vêm recebendo vários investimentos, e também estão sendo criadas várias unidades, apesar da situação econômica pela qual passamos. Pelo menos é isto que se pode notar através desta matéria especial da revista Logweb.Atlas
A Atlas Transportes & Logística (Fone: 11 2795.3100) é um dos operadores logísticos que vêm investindo maciçamente em CDs, e não apenas em 2009. Em 2008, foram feitos investimentos em três unidades, além da aquisição de 140 novos veículos para a frota, cujo volume de investimento foi de R$ 10 milhões. As unidades que receberam benefícios foram: filial de Cachoeirinha, RS - (ampliação/capital próprio): R$ 2 milhões, área construída: 3.600 m², área total: 8.000 m²; filial de Contagem, MG - (construção/build to suit): R$ 5 milhões, área construída: 3.500 m², área total: 10.000 m²; filial de Bonsucesso, SP – (construção/build to suit): R$ 7 milhões, área construída: 10.000 m², área total: aproximadamente 20.0000 m².Como relação a 2009, o presidente da empresa, Francisco Martim Megale, informa que foram feitos investimentos em novos prédios para 4 filiais localizadas nas regiões Sul e Sudeste. São os seguintes os dados sobre os investimentos: filial de Joinville, SC - (construção/build to suit): R$ 1,5 milhão, área construída: 1.500 m², área total: 6.264 m²; filial de Sumaré, SP - (construção/capital próprio): R$ 10 milhões, área construída: 5.607 m², área total: 24.047 m²; filial de Cascavel, PR - (construção/build to suit): R$ 800 mil, área construída: 684 m²; filial de Uberlândia, MG - (construção/build to suit): R$ 1 milhão, área construída: 1400 m², área total: 2500 m². "Os investimentos que iniciamos em 2007 e que serão concluídos ainda este ano suportam o crescimento do nosso negócio até 2011", completa Megale, destacando como seu fornecedor a Tallento Engenharia.AvonA gigante da área de cosméticos e perfumaria Avon (Fone: 0800 2866) é outra que tem investido bastante.Em 2008 foi anunciada a construção de um CD em Cabreúva, interior de São Paulo, que substituirá as operações do CD em Osasco. O Centro de Distribuição está em fase de construção e terá 80.000 m² em um terreno de 267.000 m². "Será o maior, se comparado com os demais Centros de Distribuição da Avon no mundo", diz Rafael Siqueira, gerente sênior e responsável pelo projeto do Centro de Distribuição de Cabreúva.Ele também informa que o novo CD terá tecnologia sofisticada de processamento de pedidos e sistemas automatizados para simplificar e agilizar o fluxo de trabalho, visando aumentar a produtividade e a precisão para gerar ganhos de eficiência nos custos operacionais. O novo CD tem previsão de estar em funcionamento no segundo semestre de 2010, sendo que os demais CDs da Avon estão localizados no Ceará (Maracanaú) e na Bahia (Simões Filho) e para eles a empresa prevê ampliação e modernização. "Para a construção do CD de Cabreúva, a Avon conta com a construtora Serpal Engenharia e Construtora. Os demais fornecedores são: equipamentos de separação: Knapp; portapaletes: Águia; prospecção do site: Cushman & Wakefield; projetos Engenharia: MHA; e consultoria LEED: CTE", completa Siqueira. Dalçoquio A Transportes Dalçoquio (Fone: 47 3341.3166) também tem grandes planos de investimentos em áreas de armazenagem. Planeja, para 2010, a ampliação da capacidade de armazenagem de mais um galpão na área da Trans-Orsi (Terminal Retroportuário da Dalçoquio) – que está localizada a 4 km do Porto de Itajaí, SC. Vale lembrar que, em 2008, a empresa construiu o CD Curitiba, com 8,421 m², sem equipamentos e tecnologias específicas, com o objetivo de atender à armazenagem da Dow Química e ao cross-docking da Kraft, dois dos 10 maiores clientes da Dalçoquio.Para 2009, planeja a locação de áreas em São Paulo e em Itajaí para produtos químicos. E seus maiores fornecedores em termos de equipamentos, tecnologias, construção e serviços são: Toyota, Still, Yale e Clark, a nível de movimentação; Simple-Benner, com WMS na área de software; Mecalux, Águia e Longa na área de armazenagem.DocolA Docol (Fone: 0800 474.333), fabricante de metais sanitários e acessórios, também acaba de inaugurar seu CD, com 4.000 m² e que recebeu investimentos da ordem de R$ 4 milhões. A capacidade de armazenamento dobrou para mais de 900 toneladas e a produtividade cresceu em 30%. "Além de oferecer melhores condições ergonômicas e mais segurança aos operadores, o CD permite flexibilizar o atendimento de acordo com as condições do mercado e picos de estocagem. Por exemplo, agora é possível realizar o carregamento de seis caminhões simultaneamente. O projeto seguiu os princípios do PED – Produção Enxuta Docol, que objetiva reduzir o desperdício de materiais, tempo e estoque", afirma Guilherme Bertani, diretor comercial da empresa.Ele também destaca que este investimento é um dos resultados da política comercial da Docol, que nos últimos anos vem priorizando o desenvolvimento de parcerias sólidas com as redes de varejo e a modernização da estrutura logística. Iveco A Iveco (Fone: 0800 7023443) colocará em operação ainda este ano, em Sorocaba, SP, um novo Centro de Distribuição de peças com 10.000 m² de área construída, mais do que o dobro da área do atual armazém da empresa, localizado em Diadema, SP. O investimento será de R$ 30 milhões e está sendo feito em parceria com a CNH, empresa de tratores do Grupo Fiat que está construindo um novo complexo industrial em Sorocaba. No total, serão 50.000 m2 de área, dos quais 10.000 m2 exclusivos para a Iveco. Com pé direito médio útil de 10 m, o espaço oferece 100.000 m3 para o armazenamento de peças. Comparativamente, o atual Centro de Distribuição de Diadema possui capacidade de armazenagem de 56.000 m3."A ampliação de capacidade era uma necessidade prevista desde que colocamos em prática nosso plano de crescimento acelerado no país", informa Maurício Gouveia, diretor de pós-venda da Iveco na América Latina, ao lembrar que a empresa dobrou suas vendas no Brasil em 2007 e 2008. A parceria com a CNH prevê sinergias administrativas e operacionais e a maximização do investimento. "Despesas de operação, segurança, alimentação, controle de portarias e outras podem ser compartilhadas. Vamos fazer a agregação de carga para despacho em conjunto, otimizando a frota dos transportadores logísticos que atendem a Iveco e a CNH, agilizando entregas", exemplifica Gouveia.Outra novidade é que o Centro de Distribuição de Sorocaba trabalhará com um novo software de gestão mundial do Grupo Fiat, que garante melhor controle de estoques e maior agilidade e precisão nas questões operacionais e financeiras. Hoje a Iveco movimenta 31.000 part numbers diferentes, com uma expedição média mensal de 25.000 itens e 135 toneladas. "Estamos introduzindo duas novas famílias de produtos por ano no mercado brasileiro e com esse sistema estaremos prontos para administrar o aumento de part numbers e da movimentação de peças", garante Gouveia.O Centro de Distribuição de Peças da Iveco em Sorocaba foi também projetado de acordo com o conceito da "construção sustentável", isto é, está sendo feito com tecnologias que buscam minimizar os impactos ambientais originados por sua construção. O atual Centro de Distribuição de peças de Diadema deverá ser desativado no início de 2010, quando a migração das operações para Sorocaba será completada.JamefFazendo uma retrospectiva da sua empresa em relação aos CDs, Pedro Maniscalco, diretor de operações da Jamef Encomendas Urgentes (Fone: 11 2121.6161) diz que no segundo semestre de 2008 iniciaram a construção do primeiro CD em Barueri, SP, que foi inaugurado em janeiro de 2009 – ele possui área total de 8.200 m² e inclui terminal de cargas de 6.500 m². "O motivo da construção deste CD foi o aumento da demanda e a necessidade de otimização dos prazos de coleta e entrega para os clientes da Jamef na região, devido à dificuldade de acesso gerada pelo trânsito intenso. As tecnologias utilizadas ali envolvem identificação da carga por meio de etiquetas com código de barras, leitores óticos para acompanhamento da carga em todas as etapas do transporte, gerenciamento de risco 24 horas com rastreamento da frota e monitoramento do CD, frota equipada com rastreador, computador de bordo e sistema de telemetria, entre outros."Para terminar, Maniscalco cita que entre os maiores fornecedores da empresa estão: Omnilink – sistema de rastreamento; Toledo e Almeida Martins – esteiras eletrônicas; Opticon – sistema de leitores óticos; Totvs – sistema integrado de gestão; Continental VDO – sistema de telemetria; Iveco, Volkswagen, Mercedes, Scania, Hyundai – frota; e Facchini – implementos.World Wine/La PastinaConstruído entre 2005 e junho de 2007, o CD da World Wine/La Pastina (0800 721.8881) deve receber, em 2010, coletores de dados no recebimento, armazenamento, separação e embarque das mercadorias.Ele está situado numa área de 13.000 m², no bairro do Ipiranga, em São Paulo, SP, sendo que o prédio foi construído para abrigar, também, a nova sede das empresas. O CD foi criado em razão do planejamento estratégico da empresa de expandir suas operações, para racionalizar a logística, concentrando recebimento, armazenamento, separação e expedição em um só local, para ter um excelente controle de estoque e para que a operação de logística se tornasse ágil, mesmo operando com grandes volumes.O CD tem 8000 m² de área construída, 12 m de altura e 11.000 posições-paletes. É dotado de sistema de ventilação natural e de 2.000 m² de área refrigerada para o armazenamento do vinho. Foram instaladas estruturas portapaletes da Esmena, e a mercadoria é toda paletizada e endereçada com controle de quantidade e de validade.Linx Fast FashionDaniel Mayo, diretor da Linx Fast Fashion (Fone: 11 2103.2455), destaca que, em 2008, inauguraram um CD, três vezes maior que o anterior. "Investimos também em tecnologia (radiofrequência e verticalização), considerando o crescimento das atividades de picking e a necessidade de mais espaço. Em 2009, continuamos os investimentos em equipamentos e modernização das atividades, enquanto em 2010 prevemos dobrar o tamanho do CD. Novas tecnologias como sorter devem ser implementadas, além de WMS e expansão da radiofrequência para todas as atividades", completa Mayo, enfatizando que os maiores fornecedores da empresa são a Mostoles Industrial e a Intermec.LogFrioA LogFrio Logística (Fone: 11 2175.7100) também investe constantemente em CDs. Em 2008 foi desenvolvido um CD em Macaé, RJ, com 2.500 m², onde existe um forte investimento no segmento petrolífero, abastecendo a partir do mesmo plataformas de petróleo e navios de perfuração, entre outras unidades do segmento."Já em 2009 desenvolvemos um CD na cidade de Barueri, SP, com 2.000 m², onde são movimentados mais de 2.000 itens para atendimento de restaurantes industriais, com acompanhamento via internet dos estoques e entregas, além de diversos tipos de relatórios gerenciais retirados de nossos sistemas WMS e TMS para os clientes", explica Oscar C. Bevilacqua, gerente geral.Para 2010 a empresa está construindo na cidade de Barueri, SP, um CD de perecíveis de 10.000 m², com capacidade para 16.000 paletes, para atendimento do mercado interno e externo. "Nossos maiores fornecedores são: Divisão Transporte - Itatiaia Veículos, Apta Veículos, Over Flash Informática e Petrobras Distribuidora; Divisão Armazenagem – Still Empilhadeiras, Águia, Longa, Ameise Empilhadeiras, Over Flash Informática e JMC Construtora", completa Bevilacqua. LSI LogísticaA LSI é a empresa do Grupo Manserv (Fone: 11 4225.5800) especializada em planejamento, execução e controle de fluxos internos corporativos. Em parceira com a Expresso Mirassol, oferece soluções completas de transporte e logística in-house, operando atualmente em 60 unidades de trabalho. Para diversificar sua atuação, a empresa está investindo em seu primeiro Centro de Distribuição próprio, cujo projeto já foi aprovado. "Com ele deixamos de prestar serviços apenas dentro do cliente, mas no mercado também", conta o diretor comercial Adolfo Pimentel Filho.O CD terá de 20.000 a 25.000 m² de área construída, e será erguido na região metropolitana de São Paulo, só não se sabe a localização exata. Pode ser no ABC ou próximo ao Rodoanel, em Osasco ou Perus.Além disso, o profissional faz questão de salientar que a LSI tem um trabalho permanente na busca de soluções em novos projetos e gestão de operações, investindo em tecnologia, inteligência em processos, engenharia e outras áreas.Rede Savegnago Com sede na cidade de Sertãozinho, SP, a rede de supermercados Savegnago (Fone: 0800 166 680) atua no interior de São Paulo com 19 lojas. Segundo Sebastião Edson Savegnago, o Chalim, a rede vai inaugurar, ainda em 2009, um Centro de Distribuição em Ribeirão Preto, SP, que irá operar em sistema de cross-docking inédito no interior."O sistema permitirá uma operação mais rápida de abastecimento das lojas. Os caminhões descarregarão os produtos diretamente no CD, que depois serão redistribuídos para as lojas que farão os pedidos diretamente ao CD. Vinte e quatro caminhões vão operar em dois turnos para garantir o abastecimento rápido e de qualidade. O sistema paletizado permite uma maior agilidade na reposição de produtos e redução de custos para a rede e que serão repassados para o consumidor final. O local tem 10.000 m² de área construída. O investimento total chegou a mais de R$ 10 milhões", completa Chalim.PPG A PPG – multinacional americana considerada líder na indústria de tintas – inaugurou em setembro de 2008 seu Centro de Distribuição no Brasil. A unidade está situada em Sumaré (Região de Campinas, SP) – local onde a PPG tem fábrica – e teve um investimento aproximado de R$ 12 milhões. A área de 10.000 m² tem capacidade para armazenar inicialmente um total de seis milhões de litros de tintas de todas as Unidades de Negócio. O projeto conta com tecnologia de última geração em construção de armazéns. A operação é totalmente suportada por sistemas WMS, radiofrequência e TMS. Para gestão desta operação, a PPG contratou um operador logístico global que agrega seu expertise em gestão logística. SuperFrio Também no ano de 2008, a SuperFrio Armazenagem e Logística (Fone: 19 3641.12541) investiu em espaço, construindo em sua filial de Mogi Guaçu, SP, duas câmaras de congelado com capacidade de armazenamento total de 1.352 m². Na matriz SuperFrio de Vargem Grande do Sul, SP, foram construídos um espaço de armazenagem seca com 500 m² e uma nova área para o setor da embaladora com 425m².Já em 2009 estão sendo construídas na unidade de Mogi Guaçu duas câmaras de congelado, com capacidade de armazenagem de 2.000 posições-paletes – 1.197 m² – mais cinco docas. Os seus maiores fornecedores são: Danica – sistemas termo-isolantes; Esmena – estrutura; Cargomax – equipamentos para carga e descarga; Mycom – refrigeração industrial; e Tecnofrio – equipamentos e câmaras frigoríficas.WalmartO Walmart Brasil (Fone: 0800 705.5050) inaugurou, no dia 24 de agosto último, seu mais novo Centro de Distribuição no Sudeste. Trata-se do primeiro CD ecoeficiente do país e está localizado em Betim, MG. Com investimento de R$ 90 milhões, o empreendimento irá abastecer os hipermercados Walmart e Sam’s Club dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Goiás, além do Distrito Federal.Betim foi a cidade escolhida para sediar o novo Centro de Distribuição do Walmart graças a sua localização estratégica. Ele permitirá um melhor e mais próximo atendimento das lojas situadas nas regiões Sudeste e Centro Oeste, que até então eram abastecidas via São Paulo. Com 33.000 m² de área construída, o novo Centro de Distribuição possui, ainda, capacidade para armazenar e movimentar, de forma automatizada e sistematizada, 28.000 paletes de produtos. As 62 docas internas e externas estão preparadas para receber 158 carretas. Ele conta, também, com balanças para carreta, piso industrial e área de controle totalmente informatizada. Assim como os hipermercados ecoeficientes de Campinho (Rio de Janeiro) e do Morumbi (São Paulo), a construção e a operação do Centro de Distribuição de Betim seguem os princípios da Plataforma de Sustentabilidade do Walmart Brasil. "A inauguração deste Centro de Distribuição reforça o plano de expansão para 2009 e o compromisso do Walmart Brasil com a sustentabilidade. A obra, do planejamento à execução, foi concretizada com a melhor tecnologia construtiva disponível, priorizando a sustentabilidade, a funcionalidade e o homem em cada detalhe", finaliza Marcos Ambrosano, vice-presidente executivo da rede.

GERENCIAMENTO DE CARGAS - BALANÇAS EMBARCADAS

Boa tarde,

Por gentileza, gostaríamos que fosse indicado um contato de sua empresa para podermos enviar maiores informações dos produtos da TruckWeigh - Balanças embarcadas. Abaixo, segue um breve explicativo.

SMART SCALE – uma balança embarcada portátil capaz de aperfeiçoar o sistema de gestão de cargas em geral. Proporciona um controle de peso e temperatura mais eficientes, eliminando sobrecargas, identificando cargas mortas, gerando ganhos em logística e segurança, identificação instantânea dos dados coletados e possibilidade de carga e distribuição em outros locais, sem retornar ao local de origem.

Atualmente, a pesagem em veículos de carga é feita com auxílio de balanças fixas ou rodoviárias. Visando proporcionar maior eficiência, precisão, agilidade a TRUCKWEIGHT trouxe para o Brasil o futuro em pesagem de carga para veículos.

De fácil instalação, pouca manutenção e sistema sem fio, o Smart Scale é um equipamento de uso prático. E ainda, não depende de energia do veículo, seu sistema de alimentação é por pilhas de lítio.

Sua operação é feita por um receptor digital, o Handheld, que envia os dados coletados para um display. Assim, permite que o usuário visualize o peso de cada eixo ou até mesmo o peso total do veículo, carregado, ou não. Este monitoramento é possível até 150m de distância.

Além do acompanhamento do peso da carga há a possibilidade de monitorar a temperatura do veículo, via rastreador, em qualquer lugar que a carga esteja. Para isto, é necessário o suporte do Fleet Link, o qual permite a utilização de Palm Tops, impressoras externas, e até notebooks para armazenar os dados da frota e após obter estatísticas, gráficos e históricos dos mesmos.

Há dois modelos de Balanças Embarcadas Smart Scale: uma para os eixos com suspensão mecânica, o STRAIN GAUGE; e para os eixos com suspensão a ar, o AIR SENSOR.

Os produtos TrukWeight são capazes de auxiliar no controle de cargas que circulam nas diversas rodovias, inclusive são ótimos suportes para a fiscalização vigente. Com isto, é de inteiro interesse dos cidadãos (para se precaverem de multas), e podendo utilizar os 7,5% de excesso permitido.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Agosto tem superávit comercial de US$ 3,074 bilhões

A balança comercial do mês de agosto de 2009, com 21 dias úteis, apresentou superávit de US$ 3,074 bilhões. Frente a julho deste ano (US$ 127,3 milhões), o acréscimo foi de 15% e, em comparação a agosto de 2008 (US$ 109,5 milhões), o valor apresentou aumento de 33,7% – ambos pelo critério da média diária.No período, a corrente de comércio (soma dos valores exportados e importados) fechou em US$ 24,608 bilhões (média diária de US$ 1,172 bilhão) e cresceu 6,3% na média por dia útil, em relação a julho passado (US$ 1,102 milhão). Na comparação com agosto de 2008 (US$ 1,171 bilhão), houve queda de 33,8%.As exportações, por sua vez, ficaram em US$ 13,841 bilhões. Na comparação pelo resultado médio diário, o valor foi acrescido em 7,2% em relação a julho de 2009, quando o Brasil exportou US$ 14,142 bilhões. Com relação a agosto do ano passado – exportações de US$ 19,747 bilhões e média diária de US$ 940,3 milhões –, o valor é 29,9% menor.Já as importações de agosto foram de US$ 10,767 bilhões. Em relação ao mês anterior, houve um aumento de 5,1% pelo valor médio diário – importações de US$ 11,215 bilhões e média diária de US$ 487,6 milhões –, mas em comparação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 38,3% – importações de US$ 17,447 bilhões, com média diária de US$ 830,8 milhões.No acumulado do ano, com 166 dias úteis, o saldo comércio foi positivo em US$ 19,968 bilhões (media diária de US$ 120,3 milhões). A corrente de comércio fechou em US$ 175,902 bilhões – exportações de US$ 97,935 bilhões e importações de US$ 77,697 bilhões.Na comparação por valores, o saldo comercial do acumulado de 2009 ficou 18% acima do verificado no mesmo período de 2008 e 18,7% maior pelo critério da média diária. De janeiro a agosto de 2008, o superávit foi de US$ 16,928 bilhões e a média diária alcançou US$ 101,4 milhões.

Agosto tem superávit comercial de US$ 3,074 bilhões

A balança comercial do mês de agosto de 2009, com 21 dias úteis, apresentou superávit de US$ 3,074 bilhões. Frente a julho deste ano (US$ 127,3 milhões), o acréscimo foi de 15% e, em comparação a agosto de 2008 (US$ 109,5 milhões), o valor apresentou aumento de 33,7% – ambos pelo critério da média diária.No período, a corrente de comércio (soma dos valores exportados e importados) fechou em US$ 24,608 bilhões (média diária de US$ 1,172 bilhão) e cresceu 6,3% na média por dia útil, em relação a julho passado (US$ 1,102 milhão). Na comparação com agosto de 2008 (US$ 1,171 bilhão), houve queda de 33,8%.As exportações, por sua vez, ficaram em US$ 13,841 bilhões. Na comparação pelo resultado médio diário, o valor foi acrescido em 7,2% em relação a julho de 2009, quando o Brasil exportou US$ 14,142 bilhões. Com relação a agosto do ano passado – exportações de US$ 19,747 bilhões e média diária de US$ 940,3 milhões –, o valor é 29,9% menor.Já as importações de agosto foram de US$ 10,767 bilhões. Em relação ao mês anterior, houve um aumento de 5,1% pelo valor médio diário – importações de US$ 11,215 bilhões e média diária de US$ 487,6 milhões –, mas em comparação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 38,3% – importações de US$ 17,447 bilhões, com média diária de US$ 830,8 milhões.No acumulado do ano, com 166 dias úteis, o saldo comércio foi positivo em US$ 19,968 bilhões (media diária de US$ 120,3 milhões). A corrente de comércio fechou em US$ 175,902 bilhões – exportações de US$ 97,935 bilhões e importações de US$ 77,697 bilhões.Na comparação por valores, o saldo comercial do acumulado de 2009 ficou 18% acima do verificado no mesmo período de 2008 e 18,7% maior pelo critério da média diária. De janeiro a agosto de 2008, o superávit foi de US$ 16,928 bilhões e a média diária alcançou US$ 101,4 milhões.

Agosto tem superávit comercial de US$ 3,074 bilhões

A balança comercial do mês de agosto de 2009, com 21 dias úteis, apresentou superávit de US$ 3,074 bilhões. Frente a julho deste ano (US$ 127,3 milhões), o acréscimo foi de 15% e, em comparação a agosto de 2008 (US$ 109,5 milhões), o valor apresentou aumento de 33,7% – ambos pelo critério da média diária.No período, a corrente de comércio (soma dos valores exportados e importados) fechou em US$ 24,608 bilhões (média diária de US$ 1,172 bilhão) e cresceu 6,3% na média por dia útil, em relação a julho passado (US$ 1,102 milhão). Na comparação com agosto de 2008 (US$ 1,171 bilhão), houve queda de 33,8%.As exportações, por sua vez, ficaram em US$ 13,841 bilhões. Na comparação pelo resultado médio diário, o valor foi acrescido em 7,2% em relação a julho de 2009, quando o Brasil exportou US$ 14,142 bilhões. Com relação a agosto do ano passado – exportações de US$ 19,747 bilhões e média diária de US$ 940,3 milhões –, o valor é 29,9% menor.Já as importações de agosto foram de US$ 10,767 bilhões. Em relação ao mês anterior, houve um aumento de 5,1% pelo valor médio diário – importações de US$ 11,215 bilhões e média diária de US$ 487,6 milhões –, mas em comparação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 38,3% – importações de US$ 17,447 bilhões, com média diária de US$ 830,8 milhões.No acumulado do ano, com 166 dias úteis, o saldo comércio foi positivo em US$ 19,968 bilhões (media diária de US$ 120,3 milhões). A corrente de comércio fechou em US$ 175,902 bilhões – exportações de US$ 97,935 bilhões e importações de US$ 77,697 bilhões.Na comparação por valores, o saldo comercial do acumulado de 2009 ficou 18% acima do verificado no mesmo período de 2008 e 18,7% maior pelo critério da média diária. De janeiro a agosto de 2008, o superávit foi de US$ 16,928 bilhões e a média diária alcançou US$ 101,4 milhões.

Tese propõe novo modelo de exploração ferroviária para transporte de carga

Um novo modelo de exploração ferroviária para o transporte de carga no Brasil. Esta é a tese de Doutorado em Engenharia de Transportes defendida em setembro de 2008 por José Eduardo Saboia Castello Branco, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sob o título “A segregação da infraestrutura como elemento reestruturador do sistema ferroviário de carga no Brasil”, a tese propõe uma situação em que a ferrovia, de maneira semelhante a uma rodovia, é franqueada, sob certas condições, a novos operadores, estimulando a competição intra-trilhos e conferindo maior eficácia a ativos ferroviários subutilizados.O novo modelo de exploração proposto se baseia na segregação da infraestrutura, considerada no texto como caso especial de desagregação de estrutura verticalizada (unbundling).Para fundamentar sua proposta, o autor expõe um detalhado estudo de caso, sugerindo ainda um novo conjunto de diretrizes institucionais e operacionais, uma vez que, segundo Castello Branco, o sistema ferroviário nacional possui peculiaridades que não permitem a simples transposição de práticas similares adotadas em outros países do mundo, em especial as da Comunidade Europeia. Tese na íntegra: http://www.revistaferroviaria.com.br/upload/Tese_Completal_Rev_0ut.pdfFonte: revista Ferroviária

Pesquisa realizada pela Businessquare aponta que 90% das empresas não sabem usar a Web para gerar negócios

Cerca de 90% do mundo corporativo não utiliza corretamente os meios digitais para a geração de negócios. É o que constatou uma pesquisa feita pela nova empresa do Grupo Fernandes Araujo, batizada de Businessquare. Após seis meses de estudo, os consultores da empresa perceberam que, com a chegada dos sistemas digitais, três pontos modificarão o mercado nos próximos anos, e a aplicação destes gerará novas formas de negócios: desenvolver conteúdo será fundamental; o conhecimento, cada vez mais profundo das pessoas, modificará por inteiro a forma de relacionamento cliente-empresa-colaborador e, consequentemente, as ferramentas de marketing; a comunicação passará a ser mais efetiva e criteriosa.O presidente da Businessquare, Ary Fernandes e Araújo Júnior, explica que a maioria dos sites está baseada na tecnologia 1.0, ou seja, sites estáticos sem atualização. “Significa que não estimula o internauta (consumidor ou potencial consumidor) a retornar naquele mesmo ambiente, e os buscadores, como o Google, não identificam com facilidade a empresa, ocasionando perda de negócios”.Segundo ele, o futuro da comunicação e de relacionamento é o conceito 2.0, que permite a ação e reação, isto é, a interatividade. “Uma empresa ou indivíduo se comunica e recebe de alguma forma a resposta, uma nova informação de quem foi comunicado, aprimorando cada vez mais o conhecimento, numa cadeia sem fim”, detalha o diretor geral, Betho Lima. Para que esta interatividade aconteça e comece a gerar resultados, é necessário que se aplique de forma profissional algumas das principais ferramentas 2.0: Sites, Blogs, Fóruns, Mobile, TV, WebTV, Podcast, Educação a Distância, e-Commerce, t-Commerce, Intranet e Rede Sociais.Com um investimento de R$ 10 milhões, a Businessquare nasce com o objetivo de oferecer uma solução digital completa para empresas, instituições e órgãos públicos.

Começa hoje a Fruit & Log em São Paulo

De 8 a 10 de setembro acontece a primeira edição da Fruit & Log – Feira Internacional de Frutas e Derivados, Tecnologia de Processamento e Logística, no Expo Center Norte, em São Paulo.O evento, iniciativa conjunta da Francal Feiras e do Ibraf – Instituto Brasileiro de Frutas, objetiva atrair a atenção de produtores, processadores, exportadores, distribuidores e importadores de todas as partes do mundo, apresentar tecnologias de última geração de processamento, além de oferecer serviços essenciais para o comércio, importação e exportação de produtos, aprimorar os mecanismos de transporte e promover uma ampla rede de negócios no setor de frutas, legumes e verduras.“Estamos iniciando um novo marco na cadeia produtiva de frutas do país ao ousarmos estruturar um evento nacional para a América Latina e o restante do mundo, com alcance internacional, onde possamos nos reunir para fazer negócios”, destaca o presidente do Ibraf, Moacyr Saraiva Fernandes.Entre os serviços que compõem a grade de atrações paralelas da Fruit & Log está o Seminário Internacional, com módulos temáticos ministrados por especialistas, justamente para expor técnicas voltadas a logística, relações comerciais da produção ao varejo, tendências mundiais de mercado, experiências internacionais, estratégia comercial, desenvolvimento de novos produtos, entre outros tópicos.“A difusão de técnicas e novas tecnologias será um dos pontos fortes desse grande encontro”, expõe Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal Feiras.Mais informações: www.fruitelog.com.br

Saldo comercial da primeira semana de setembro fecha com superávit de US$ 480 milhões

A balança comercial da primeira semana de setembro, com quatro dias úteis (1º a 6), fechou com uma corrente de comércio (soma de exportações e importações) de US$ 4,996 bilhões (média diária de US$ 1,249 bilhão). As exportações foram de US$ 2,738 bilhões (média diária de US$ 684,5 milhões) e as importações de US$ 2,258 bilhões (média diária de US$ 564,5 milhões). Na comparação pela média diária, as exportações desta primeira semana foram 3,9% maiores que as de todo o mês de agosto de 2009 (US$ 659,1 milhões), enquanto as importações aumentaram 10,1% frente ao mesmo período (US$ 512,7 milhões).O saldo comercial (diferença entre valores exportados e importados), do período, apresentou superávit de US$ 480 milhões (média diária de US$ 120 milhões). Na comparação pelo resultado médio diário, o saldo da primeira semana de setembro foi 18% menor que o de agosto último (US$ 146,4 milhões) e 4,3% abaixo do superávit de todo o mês de setembro de 2008 (US$ 125,4 milhões).AnoNo acumulado do ano, o saldo comercial ficou positivo em US$ 20,448 bilhões (média diária de US$ 120,3 milhões). Na comparação por valores, o número é 18,7% maior que o registrado no mesmo período do ano passado - superávit de US$ 17,223 bilhões e média diária de US$ 100,1 milhões - e 20,1% maior na comparação pela média diária.As exportações, de janeiro a primeira semana de setembro deste ano, foram de US$ 100,673 bilhões (média diária de US$ 592,2 milhões) e as importações de US$ 80,225 bilhões (média diária de US$ 471,9 milhões), totalizando uma corrente de comércio de US$ 180,898 bilhões (média diária de US$ 1,064 bilhão).

Lançado o site ECO Consciente

Acaba de ser lançado e desenvolvido pela CAS Tecnologia, empresa especializada em soluções de automação e leitura de dados a distância, o site ECO Consciente (www.ecoconsciente.com.br), cujo objetivo é abordar o consumo consciente de água, gás e energia promovendo informações que ajudem as pessoas a incorporarem novos hábitos de consumo e incentivando o uso inteligente dos recursos naturais.De forma didática e interativa, o ECO Consciente apresenta diversas maneiras para o aprendizado prático, desde dicas de economia de água, gás e energia a games, quizzes e simuladores virtuais, desenvolvidos por especialistas do setor como, por exemplo, o simulador de consumo de energia elétrica desenvolvido por Furnas Centrais Elétricas, que mostra através de um passo-a-passo o quanto cada usuário consome, levando em consideração a tarifa por kWh e região da residência. O internauta escolhe os cômodos da casa e cada objeto que utiliza e, ao final, tem o seu total de consumo mensurado.

Reiniciadas obras de reconstrução do Porto de Itajaí

Tiveram início no dia 3 de setembro último, e devem ser concluídos no prazo de dez dias, os testes de cravação das estacas de sustentação dos novos berços de atracação do Porto de Itajaí, SC. Os procedimentos são executados pelo consórcio TSCC – formado pelas empresas Triunfo, Serveng e Constremac, vencedor de licitação da Secretaria Especial de Portos (SEP) para as obras de reconstrução –, funcionários do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) e acompanhados por técnicos da SEP.Os procedimentos envolvem a cravação de três estacas, que vão determinar a profundidade que as vigas de sustentação terão. “Mas mesmo com os testes em andamento, os trabalhos não ficarão paralisados”, garante Ricardo Ruchel dos Santos, técnico da SEP.Ele explica que, enquanto umas equipes fazem os testes, outras concluem os trabalhos de retirada de entulhos do fundo do rio, preparação do solo e aprimoramento do projeto executivo. “Devemos começar a cravação das estacas definitivas ainda em setembro e a conclusão das obras deve ocorrer, no máximo, até abril do ano que vem”, afirma.O ministro dos Portos, Pedro Brito, informa que parte das estacas de aço necessárias para o recomeço das obras já foram encomendadas e custo total da compra ficou em R$ 33,53 milhões. As peças foram adquiridas da empresa Arcelor Mittal e Companhia Siderúrgica Tubarão (CST) e virão em módulos de 17 m cada, para serem soldadas no local da obra. Levantamentos iniciais da SEP apontaram a necessidade de as estacas alcançarem os 50 m de comprimento.

Keepers Logística tem novo Diretor de Novos Negócios

Felipe Perez assume o cargo de Diretor de Novos Negócios da Keepers Logística.O profissional é formado em Administração de Empresas pelo Mackenzie e tem mestrado em Administração de Pequenas e Médias Empresas pela USP, além de pós-graduação em Metodologia e Didática do Ensino Superior pela Estácio Uniradial, onde leciona.Antes, Perez trabalhava na Stock Logística, onde era diretor de Projetos. Ele também já atuou na Luft, na mesma área.

Eichenberg e Du Pont completam cinco anos de parceria

A Eichenberg & Transeich e a Du Pont completam hoje, dia 8 de setembro, cinco anos de parceria. Atualmente, a companhia de ciência ocupa 20% da estrutura de transporte e 10% da estrutura de armazenagem da Eichenberg.A empresa de logística iniciou o atendimento da Du Pont, no entanto, com uma filial inserida na Eichenberg, utilizando os serviços, apenas, de armazenagem. Daí em diante passou a fazer, também, o transporte e distribuição de todas as cargas de tintas que saíam de São Paulo para a região Sul.

Totvs anuncia 270 vagas

A Totvs, especializada no desenvolvimento e na comercialização de softwares de gestão empresarial integrada e na prestação de serviços relacionados, anuncia a abertura de 270 vagas, principalmente nas áreas de implantação e desenvolvimento de softwares.Os interessados devem se inscrever no site da companhia (www.totvs.com.br). Há oportunidades em todas as regiões onde a empresa atua, com destaque para as unidades de São Paulo, Belo Horizonte e Joinville.

GM Costa, frotista de MG, compra 108 Constellation 17.250

A GM Costa está renovando e ampliando sua frota com produtos da MAN Latin America. Cento e oito caminhões VW Constellation 17.250 serão entregues até o fim do ano. O contrato foi firmado após um teste com 15 unidades, realizado em novembro passado. Além dos 108 veículos comprados nos últimos meses, a GM Costa optou pelo contrato de manutenção corretiva e preventiva Volkstotal. “É uma tendência forte no mercado que o frotista não seja responsável pela manutenção de seus veículos e, sim, a montadora”, resume Laércio Otávio Martins, sócio da GM Costa.A empresa tem sede em Poços de Caldas, MG, e filiais em Extrema, SP, São Paulo, SP, Rio de Janeiro, RJ, Belo Horizonte, MG, Santos, SP, e Araxá, MG. Apesar de atuar no transporte em geral, como cargas a granel em basculantes, tambores em carretas, resíduos e produtos perigosos, é especializada na entrega de embalagens. Por isso, transporta contêineres de 20 e 40 pés, latas de alumínio e garrafas PET. Seus principais clientes são Ambev, Alcoa, Coca-cola, Kaiser, Renner, Vicunha, Mitsui e Phelps Dodge.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Parlamentares e empresários de transporte debatem em SP o aumento do roubo de cargas

Conjuntura do Roubo de Cargas no Estado de São Paulo é o tema central do III Seminário Paulista do Transporte Rodoviário de Cargas, que será realizado pela Comissão de Transportes e Comunicações da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, nesta quinta-feira, 27/8, das 9 às 13 horas, no auditório Franco Montoro, da casa legislativa paulista.Na oportunidade, parlamentares, empresários, especialistas e estudiosos participarão das discussões sobre o crescimento das ações do crime organizado no transporte rodoviário de cargas.No primeiro semestre deste ano, as ocorrências com o roubo de cargas apresentaram um aumento médio mensal de 14,50%, na comparação com os dados levantados em 2008, segundo assessoria de segurança da Fetcesp – Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo. Em 2008 foram registrados 6.653 casos (média mensal de 554,42 ocorrências), enquanto no primeiro semestre de 2009 as ocorrências somaram 3.809 delitos (média mensal de 634,83).Os prejuízos de janeiro a junho deste ano registraram aumento de 15,29% na média mensal, sendo R$ 134,270 milhões os valores subtraídos (média mensal de R$ 22,378 milhões). No ano passado o prejuízo registrado foi de R$ 232,924 milhões (média mensal de R$ 19,410 milhões).Os roubos de cargas continuam concentrados na capital paulista com 2.078 casos (54,56%), as rodovias com 717 (18,82), a Grande São Paulo com 713 (18,72%) e o interior com 301 delitos (7,90%).SeminárioA organização do Seminário é da Fetcesp, com o apoio da NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística e do Setcesp – Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região com a colaboração dos sindicatos das empresas de transportes do Estado de São Paulo. O Seminário busca estimular o debate entre os integrantes do Poder Legislativo Paulista, o empresariado e a sociedade, sobre temas relevantes para a economia e o desenvolvimento estadual. PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR27 DE AGOSTO DE 2009DAS 9:00 ÀS 10:00 - ABERTURA Deputado Estadual Conte Lopes, Presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (a confirmar)Deputado Estadual Edmir Chedid, Presidente da Comissão de Transportes e Comunicações da ALESPDr. Antônio Ferreira Pinto, Secretário de Estado dos Negócios de Segurança Pública de São Paulo (a confirmar)Flávio Benatti, Presidente da FETCESP e da NTC&LogísticaPaulo Skaf, Presidente da Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (a confirmar)Antonio Galvão Álvares, Assessor da Secretaria de Estados dos Transportes de São Paulo, representando Mauro Arce, Secretário Estadual dos TransportesDAS 10:00 ÀS 12:30 - PAINELCONJUNTURA DO ROUBO DE CARGAS NO ESTADO DE SÃO PAULOCoordenador do painel: Deputado Edmir Chedid, Presidente da Comissão de Transportes e Comunicações da ALESPPalestrantes: Cel. Paulo Roberto de Souza, Assessor de Segurança da FETCESPDr. Waldomiro Pompiani Milanesi, Delegado Divisionário do Departamento de Investigações sobre Crime OrganizadoDebatedores: Deputado Estadual Jonas DonizetteDeputado Estadual João Carlos CaramezFrancisco Pelucio, Presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP) Carlos Panzan, Presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Campinas e Região (SINDICAMP)Marcelo Marques da Rocha, Presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (SINDISAN)Roberto Mira, Vice-presidente Nacional de Segurança da NTC&LogísticaRepresentante da FIESPDas 12:30 às 13:00 - DebatesDas 13:00 às 13:30 – EncerramentoServiçoIII Seminário Paulista do Transporte Rodoviário de Cargas:Tema: Conjuntura do Roubo de Cargas no Estado de São PauloData: 27 de agosto de 2009, das 9 às 13 horasLocal: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, auditório Franco MontoroEndereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n°

Hamburg Süd batiza porta-contêiner “Rio Blanco”, em Hamburgo

No dia 23 de agosto, o navio porta-contêiner “Rio Blanco” foi batizado no Burchardkai, terminal localizado no Porto de Hamburgo, Alemanha. Ele é o quarto navio de um total de seis porta-contêineres idênticos da Hamburg Süd. Todos eles têm capacidade para 5.900 TEUs, o que os torna os maiores em operação na frota da empresa.A cerimônia de batismo foi realizada por Nina-Maria Oetker, esposa do Dr. August Oetker, sócio-geral da Dr. August Oetker KG e presidente do Conselho Consultivo da Hamburg Süd. Entre os convidados estiveram presentes 18 crianças entre 6 a 17 anos da entidade SOS-Kinderdorf Harksheide, localizada próximo a Hamburgo, que foram convidados pessoalmente pelo Dr. August Oetker para participar da cerimônia.Convites semelhantes ocorreram também em outras ocasiões desde que o Dr. Oetker apadrinhou o SOS-Kinderdorf (Aldeias Infantis SOS, que cuidam de mais de 1 milhão de crianças em todo o mundo), em fevereiro de 2007. Após o batismo, o navio “Rio Blanco” continuará em operação no serviço entre Europa e Costa Leste da América do Sul, onde está desde o mês de junho de 2009. Até o final do ano, os dois últimos navios da série, “Rio Bravo” e “Rio Madeira” (que ainda está em construção), também entrarão em operação na rota.Os novos navios substituirão os da série “Monte”, com capacidade para 5.500 TEUs, e que passarão a operar no serviço da Hamburg Süd entre Ásia-África do Sul e Costa Leste da América do Sul.

Embalagens de madeira e vidro puxam a baixa produção do setor

A produção física de embalagens no Brasil registrou uma queda de 9,67% no primeiro semestre, em relação a igual período do ano passado, informa a FGV – Fundação Getúlio Vargas, que elabora o estudo para a Abre – Associação Brasileira de Embalagens. Os segmentos que mais puxaram a baixa foram os de embalagens de madeira e vidro, que tiveram recuo de 27% e 18,28%, respectivamente.A projeção é de que o setor se recupere somente em 2010. Apesar disso, o índice de produção da indústria deve encerrar o ano com queda de 6% em relação ao registrado em 2008. As exportações diretas de embalagens, no primeiro semestre, somaram US$ 159,6 milhões, o que indica uma queda de 42,99%.De acordo com o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, no início do próximo ano, o setor conseguirá apresentar níveis de produção equivalentes ao patamar visto em setembro de 2008.Desde o agravamento da crise, o nível de produção da indústria de embalagens apresentou retração superior a 20%. Aos poucos, no entanto, o setor veio dando sinais de recuperação. No segundo trimestre a queda do indicador na comparação anualizada já foi menos expressiva, de 8,52%.Para o terceiro trimestre, a projeção da FGV aponta queda de aproximadamente 5%. “Há a expectativa de que no quarto trimestre deste ano o setor possa voltar a crescer, em 1%, ante o mesmo período de 2008”, projeta Salomão.A expansão prevista para o quarto trimestre deste ano é fundamentada na perspectiva de recuperação do setor e na fraca base de comparação apurada nos três últimos meses de 2008.A deterioração do indicador do setor no final do ano passado resultou em queda da taxa de utilização das indústrias de embalagens para 80,7% em janeiro de 2009, contra 87,6% em outubro de 2008.Desde dezembro do ano passado, no entanto, o índice de produção física já cresceu 8,68%, compensando parcialmente a retração de mais de 20% vista entre outubro do ano passado e março deste ano.Fonte: Diário do Grande ABC

Movimentação do TRC cai 30%, segundo levantamento da NTC&Logística

No primeiro semestre deste ano, o transporte rodoviário de cargas no Brasil caiu em média 30% quando comparado à igual período de 2008. De acordo com levantamento da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, a queda foi puxada pelos segmentos ligados às exportações e transporte de contêineres, que registraram baixas de 40% a 60% em seus faturamentos durante o intervalo.Segundo a pesquisa, o transporte de cargas fracionadas, relacionado principalmente ao varejo, foi o que menos sentiu os efeitos da crise financeira internacional, com queda de 10% de um semestre para o outro. Na opinião de Flavio Benatti, presidente da entidade, diante da melhora da economia brasileira, os setores menos afetados podem até recuperar a queda durante o segundo semestre. “A perspectiva que existe é de que se possa recuperar essa negatividade [30%], chegando ao zero ou pouco acima disto”, declara o dirigente, ao ressaltar que já no segundo semestre do ano passado os setores mais afetados pela crise registraram quedas expressivas nos volumes transportados.Além dos segmentos ligados ao comércio exterior e varejo, o levantamento da NTC&Logística mostrou um recuo de 20% nos faturamentos de empresas especializadas no transportes aéreo, graneleiro e de produtos perigosos. Já os transportes de carnes e da Zona Franca de Manaus (AM) caíram, respectivamente, 25% e 40%.A pesquisa foi realizada com 26 companhias, com portes e áreas distintas, entre os meses de junho e julho deste ano. Segundo a entidade, responderam ao questionário parte das empresas que possuem os maiores faturamentos do setor no mercado nacional.O transporte de cargas rodoviárias no país, no entanto, conforme os números da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) conta com mais de 162 mil empresas, incluindo os profissionais autônomos. Para o IBGE, o número é de aproximadamente 63 mil transportadoras. Fonte: Valor Ecômico

Walmart inaugura o primeiro CD ecoeficiente do Brasil

O Walmart Brasil acaba de inaugurar seu mais novo Centro de Distribuição no Sudeste: o primeiro CD ecoeficiente do país. Localizado em Betim, MG, o empreendimento irá abastecer e garantir a disponibilidade dos produtos nas gôndolas dos hipermercados Walmart e Sam’s Club dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás; além do Distrito Federal.Betim foi escolhida por sua localização estratégica, permitindo um melhor e mais próximo atendimento das lojas situadas nas regiões Sudeste e Centro Oeste, que até então eram abastecidas via São Paulo.A empresa garante que esta ampliação da rede logística também vai trazer a dinamização das atividades, agregando mais agilidade e qualidade na distribuição de mercadorias; minimizando possíveis rupturas no estoque de produtos disponíveis e permitindo melhor atendimento aos clientes e maiores vendas para fornecedores e lojas.Com 33 mil metros quadrados de área construída, o novo CD exigiu investimentos de R$ 90 milhões e possui capacidade para armazenar e movimentar, de forma automatizada e sistematizada, 28.000 paletes de produtos, além de 62 docas internas e externas preparadas para receber 158 carretas com agilidade e absoluto controle.Ele ainda conta com balanças para carreta, piso industrial e área de controle informatizada. A sua localização foi planejada para permitir fácil acesso ao local, minimizando ao máximo possíveis impactos no sistema viário.Dentre as iniciativas sustentáveis do CD, a eficiência no consumo de energia e de água é uma das mais importantes. O prédio contará com sistemas de energia renovável, que utilizará a luz solar; e de captação de água da chuva, que será armazenada e filtrada para uso e reuso. Outra preocupação durante as obras foi o remanejamento da flora e fauna locais.Também são iniciativas do CD ecoeficiente, entre outras: controle automático da iluminação artificial para o máximo aproveitamento da luz natural; concregrama na área de estacionamento; arquitetura adaptada às pessoas com deficiência física; utilização de biodiesel; gestão de resíduos durante a obra; gestão para os resíduos que devem ser gerados com as operações do CD; e energia solar para aquecimento da água (banheiros).

Para Transpetro, demanda por estaleiros chega a US$ 1 bi

Segundo a Transpetro, o país teria espaço para receber até US$ 1,140 bilhão em investimentos para a construção de estaleiros para suprir a demanda existente no mercado nacional para construção e reparos de embarcações. Para o diretor de transporte marítimo da empresa, Agenor Junqueira, o Brasil precisa de dois estaleiros para reparos e outros dois para construção de embarcações novas.Junqueira lembra que 4.600 navios passam pelo país anualmente, seja na navegação de cabotagem ou no transporte de longo curso de mercadorias e o Brasil não tem um estaleiro de grande porte para reparos. De acordo com ele, há espaço para a construção de uma unidade de reparos de navios até 170 mil toneladas de porte bruto (tpb) da classe suezmax, o que custaria cerca de US$ 200 milhões. Outro estaleiro, para consertos de navios do tipo VLCC, de até 300 mil tpb, custaria US$ 250 milhões.O maior custo ficaria com a construção de mais um estaleiro para a fabricação de navios de grande porte. A Transpetro estima que essa unidade sairia por cerca de US$ 600 milhões, enquanto outro estaleiro para construção de navios menores sairia por US$ 90 milhões.O profissional afirma que, a exemplo do que ocorreu com o estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco, as novas unidades poderiam estar aptas a operar dois anos depois do início da construção. A unidade instalada no complexo do Suape começou a cortar o aço para o primeiro dos navios contratados junto à Transpetro em setembro de 2008. “Não é preciso esperar o fim da construção do estaleiro para que ele comece a operar”, diz Junqueira.Fonte: Valor Econômico

Armazéns localizados em ambiente natural tem nova norma

Os responsáveis pelas unidades armazenadoras que estão em processo de certificação devem ficar atentos às mudanças previstas na Instrução Normativa nº 12, de 8 de maio de 2009.A norma altera o anexo I da IN nº 33, que prevê os requisitos técnicos obrigatórios ou recomendados para a obtenção do documento pelos armazéns localizados em ambiente natural.Com as alterações, todas as operações ocorridas nas unidades armazenadoras, como os processos de secagem e limpeza dos produtos, devem ter os procedimentos regulamentados.A nova regra determina que ficam dispensados da certificação os armazéns que funcionam como pontos de transbordo, ou seja, de plataforma de transferência.Fonte: DCI

Ford faz recall dos Cargos 712 e 815e

A Ford anuncia o recall dos caminhões Cargo modelos 712 e 815e produzidos entre os anos de 2007 e 2009 com os seguintes números de chassis: 7BB00500 a 9BB36895 e 7BB00627 a 9BB37829.Segundo a empresa, o início de atendimento na rede de Concessionárias de Caminhões Ford está programado para o dia 4 de setembro de 2009, quando será possível o atendimento do serviço para verificação se o veículo está realmente envolvido na presente campanha a fim do serviço ser agendado.Para tanto, basta o interessado entrar em contato com o Distribuidor Ford de sua preferência ou através do CAF – Centro de Atendimento Ford – 0800-7033673.Os componentes envolvidos são: rolamentos, vedadores e pontas de eixo das rodas dianteiras. Em comunicado, a Ford diz que houve a constatação da possibilidade de aquecimento excessivo dos rolamentos das rodas dianteiras em razão da baixa lubrificação destas.“Em condições extremas, poderá ocorrer o travamento das rodas dianteiras com conseqüente risco de acidentes e lesões corporais. Será realizada a substituição dos rolamentos vedadores e pontas de eixo das rodas dianteiras, bem como a aplicação da quantidade de graxa específica”, declara em nota, acrescentando que a substituição das peças indicadas será gratuita.