A produção física de embalagens no Brasil registrou uma queda de 9,67% no primeiro semestre, em relação a igual período do ano passado, informa a FGV – Fundação Getúlio Vargas, que elabora o estudo para a Abre – Associação Brasileira de Embalagens. Os segmentos que mais puxaram a baixa foram os de embalagens de madeira e vidro, que tiveram recuo de 27% e 18,28%, respectivamente.A projeção é de que o setor se recupere somente em 2010. Apesar disso, o índice de produção da indústria deve encerrar o ano com queda de 6% em relação ao registrado em 2008. As exportações diretas de embalagens, no primeiro semestre, somaram US$ 159,6 milhões, o que indica uma queda de 42,99%.De acordo com o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, no início do próximo ano, o setor conseguirá apresentar níveis de produção equivalentes ao patamar visto em setembro de 2008.Desde o agravamento da crise, o nível de produção da indústria de embalagens apresentou retração superior a 20%. Aos poucos, no entanto, o setor veio dando sinais de recuperação. No segundo trimestre a queda do indicador na comparação anualizada já foi menos expressiva, de 8,52%.Para o terceiro trimestre, a projeção da FGV aponta queda de aproximadamente 5%. “Há a expectativa de que no quarto trimestre deste ano o setor possa voltar a crescer, em 1%, ante o mesmo período de 2008”, projeta Salomão.A expansão prevista para o quarto trimestre deste ano é fundamentada na perspectiva de recuperação do setor e na fraca base de comparação apurada nos três últimos meses de 2008.A deterioração do indicador do setor no final do ano passado resultou em queda da taxa de utilização das indústrias de embalagens para 80,7% em janeiro de 2009, contra 87,6% em outubro de 2008.Desde dezembro do ano passado, no entanto, o índice de produção física já cresceu 8,68%, compensando parcialmente a retração de mais de 20% vista entre outubro do ano passado e março deste ano.Fonte: Diário do Grande ABC
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