Quatro anos após o surgimento da ideia de fusão, a Trafti (Fone: 11 4358.7000), que já nasce com um faturamento anual de R$ 250 milhões, tendo perspectiva de aumentar este número para R$ 400 milhões em um prazo de cinco anos, é fruto da união entre Ajofer (Fone: 11 2139.6600), Fantinati (Fone: 11 4353.3333), Trans-Postes (Fone: 11 4357.4100), Transvec (Fone: 11 4391.5555) e Mestralog (Fone: 11 4358.7000) – empresas que, juntas, somam quase 150 anos de experiência na prestação de serviços logísticos para diferentes segmentos.
O processo de fusão, que somou mais de 4.000 horas de reuniões, teve início em setembro de 2008 e foi encerrado no último mês de junho, quando a Trafti, o mais novo Operador Logístico do País, foi oficialmente apresentada. No entanto, em 2006, a criação da Mestralog – especializada em prover serviços logísticos na movimentação de carga geral, contêiner, armazenagem e distribuição, e que foi formada pelos mesmos executivos que hoje compõem o quadro de acionistas da Trafti – serviu como uma espécie de tubo de ensaio para a formação desta que é apontada pelos próprios sócios como um dos 10 maiores Operadores Logísticos do Brasil.
Segundo o CEO e sócio da Trafti, Antonio Wrobleski Filho, ex-presidente da Ryder, ousadia, inovação e passado são três pontos muito importantes que serão fortemente explorados para o sucesso da empresa, a qual dispõe de 20 unidades espalhadas pelos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina; uma frota de 1.000 equipamentos; 50.000 m2 de armazéns cobertos e uma área total de 250.000 m2; uma carteira com mais de 500 clientes; e cerca de 1.300 funcionários, dos quais 1.000 são diretos e 300 agregados.
Wrobleski Filho, que liderou o processo de fusão, destaca que as cinco empresas que deram origem a Trafti oferecem a possibilidade de atender, de forma customizada, as demandas de serviços logísticos de diferentes indústrias, como a automobilística, sucroalcooleira, alimentos, hightec e farmacêutica. Ele aponta, ainda, que além de transporte, a Trafti poderá executar operações e movimentações em portos e aeroportos, além de prestar serviços de armazenagem. "Por isso, a empresa surge com a vantagem competitiva de congregar uma longa experiência no desenvolvimento e implantação de soluções logísticas de acordo com as necessidades dos clientes em qualquer setor, agregando, literalmente, os três modais: terrestre, aéreo e marítimo", afirma.
Do ponto de vista de Everson Machado, da Trans-Postes, a fusão vem em um excelente momento, já que nos últimos anos surgiram muitos operadores logísticos e, com isso, a tendência para as empresas que trabalham apenas com transportes é ter uma vida muito curta daqui pra frente ou então virar meros carreteiros destes operadores.
Antonio de Oliveira Ferreira, da Ajofer, segue a mesma linha de raciocínio do companheiro da Trans-Postes e aponta que a Trafti é uma visão de futuro dos empresários que observaram a necessidade de criar um grande Operador Logístico nacional. Ele ressalta, ainda, que todos os clientes da Ajofer apoiaram a ideia, lembrando que há uma demanda muito grande que, sozinha, a Ajofer não conseguiria atender. "É aí que entram a sinergia e a soma de expertises", aponta. Endossando a opinião de Ferreira e lembrando, também, da base de clientes, Marco Capitano, da Transvec, diz que as empresas que compõem a Trafti se completam e há uma grande sinergia para oferecer operações logísticas completas.
Na opinião de Wrobleski Filho, as cinco empresas já são conhecidas e têm sucesso nos mercados em que atuam. Por isso, ele destaca que é preciso um planejamento muito bem feito, levando em conta a base atual de clientes, para que não haja nenhuma alteração nas operações que já vinham sendo executadas. Outra preocupação latente dos diretores da Trafti é que os funcionários compreendam com naturalidade o processo de transição, que deve durar até meados de dezembro deste ano.Diferencial: divisão em silos de atuação
O CEO da Trafti já atuou na linha de frente de grandes empresas, como a Ryder, por exemplo. E ao longo de sua trajetória no segmento de logística criou o conceito batizado de silos de atuação, que basicamente consiste em dividir totalmente o atendimento a determinado setor congregando pontos fundamentais dedicados, como tecnologia, sistemas e profissionais com treinamento adequado.
Seguindo este conceito, a Trafti separou os principais segmentos a serem atendidos em divisões como automobilística, alimentos, farmacêutica, alta tecnologia, higiene, limpeza, química e linha branca, entre outras. Para justificar esta diferenciação no tipo de atendimento, Wrobleski Filho cita a indústria de alimentos, na qual os serviços contemplam armazenagem e distribuição de produtos perecíveis com saídas constantes, e a automobilística, que atua com operações Milk Run e tem linhas de produção que trabalham em tempo real, com o mínimo possível de estoque. "Outros segmentos, como o farmacêutico, necessitam de atenções especiais, como controle de temperatura para armazenagem e transporte e efetividade de entregas de produtos com prazos de validade rigorosos", argumenta.
De acordo com o executivo, atendendo a este conceito, a Trafti respeita as características distintas das operações de cada segmento e, por isso, dispõe de profissionais técnicos capacitados para atuar nas demandas de cada uma destas verticais de negócio. "Isto envolve a soma de esforços comerciais, profissionais, tecnológicos, treinamento e expertise", afirma.
Para dar o suporte tecnológico necessário para atender às particularidades das operações, a empresa conta com a CSC – Central de Soluções ao Cliente, que atua desde o entendimento das necessidades do parceiro até a participação em projetos futuros, contando com suporte de especialistas em todas as etapas da cadeia logística; e o GCT – Gerenciamento e Controle de Transportes, que é responsável pela gestão da frota e dos modais a serem utilizados nas operações.Valorizando o passado e pensando no futuroAlém de explorar a experiência das cinco empresas, a Trafti já pensa no futuro. Em curto prazo a empresa pretende expandir sua atuação para as regiões Norte e Nordeste do Brasil, além de países como Argentina, Chile, Colômbia e Uruguai. Os investimentos nos próximos cinco anos devem girar em torno de R$ 20 milhões anuais, em sua maioria voltados para implantação de tecnologias para gerenciamento das operações logísticas. "Vamos investir nos softwares ERP, TMS e WMS. Após isso, calculamos nosso investimento anual para implantação de ações de melhoria de processos, programas de gestão ambiental e renovação da frota", conta Wrobleski Filho.
Ele diz que para o futuro nada está descartado e tudo depende das oportunidades que forem surgindo. "Tudo o que servir como forma de alavancagem financeira, inclusive adquirir outras empresas, será analisado pela Trafti", revela para, em seguida, garantir que mais novidades serão anunciadas nos próximos meses. "Não estamos nos unindo para permanecer do mesmo tamanho. A meta é dobrar de tamanho em quatro ou cinco anos", complementa.
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