O superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Daniel Lúcio Oliveira de Souza, irá apresentar ao Conselho de Autoridade Portuária (CAP) uma proposta que prevê a diferenciação nas tarifas cobradas para as operações de cabotagem e as de longo curso realizadas nos portos do Paraná.
A medida, segundo Souza, é uma forma de incentivar a navegação costeira, que apresenta vantagens se comparada ao transporte rodoviário. “A cabotagem é o meio de transporte que mais gera benefícios para a economia. Nas longas distâncias, a transferência de produtos deve ser feita pela navegação costeira, e não por caminhão, que é destinado à interiorização de determinadas cargas ou para percorrer percursos menores. O custo de uma tonelada de mercadorias transportadas por caminhão é quatro vezes mais cara que se fosse transportada por navio”, disse o superintendente.
O tema foi amplamente debatido no 1º Seminário sobre o Desenvolvimento da Cabotagem Brasileira, realizado na última semana, em Brasília, quando o superintendente da Appa teve a oportunidade, também, de apresentar ao ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, as ações que estão em andamento nos portos do Paraná.
Levantamento feito no Porto de Paranaguá mostrou que apenas 4% da movimentação de contêineres aconteceu por cabotagem. No Brasil, dos 7,5 milhões de TEUs movimentados em 2008, 13% foram em operações de cabotagem.
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