sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Brasil propõe integração energética em combustíveis com o Chile


Juntos, Brasil e Chile podem estabelecer um mercado mundial de combustíveis renováveis, mais limpos e baratos que os derivados do petróleo, e que gere mais emprego e renda para o trabalhador do campo. A proposta foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à chefe de Estado chilena, Michelle Bachelet, que se encontraram na última quinta, 30/7, na Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.
O governo brasileiro cobra uma decisão sobre o aumento da adição de etanol à gasolina vendida no Chile, proposta no acordo de cooperação energética assinado pelos países em 2007 – para pesquisa, desenvolvimento e produção de biocombustíveis –, que não avançou.
Para a presidente chilena, o governo está pronto para colaborar com os investimentos de petróleo. Acredita-se que a presença da Petrobras em território chileno – com a aquisição da rede de distribuidores da petrolífera americana ExxonMobil no país vizinho, anunciada em agosto do ano passado – vá facilitar as negociações para adição de maior percentual de etanol à gasolina, que hoje está aprovado em 5%, mas ainda não foi implementado. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, também cobrou a efetiva incorporação do etanol brasileiro no combustível chileno, e que o país vizinho começasse a pensar na utilização de veículos “flex fuel”, os bicombustíveis.
“Adicionando apenas 5%, sem que seja necessária qualquer alteração nos motores dos veículos, já seria considerável ajuda no esforço governamental de diminuir a poluição do ar nas grandes cidades chilenas, em especial Santiago”, disse. Mas, segundo ele, esse percentual pode crescer até os 25% praticados no Brasil, de forma progressiva, desde que se façam pequenos investimentos na adaptação dos motores.

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