O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quinta-feira (6) mais um conjunto de medidas para garantir liquidez no mercado e capital de giro para as empresas. O anúncio foi feito durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) em Brasília.
Segundo o ministro, o BNDES terá mais R$ 10 bilhões para fornecer capital de giro, pré-embarque e empréstimos-ponte para empresas. "São mais R$ 10 bilhões, além dos R$ 90 bilhões que eles já têm para poder irrigar o mercado diretamente", disse Mantega. O ministro disse ainda que o Banco do Brasil vai abrir uma conta de R$ 5 bilhões para micro e pequenas empresas, mas não deu detalhes. Prazo maior para impostos O ministro ainda anunciou a extensão do prazo para recolhimento de impostos por parte das empresas, em mais uma medida para compensar os efeitos da crise internacional de crédito. Fazem parte da lista: Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS, imposto retido na fonte e contribuição previdenciária. O recolhimento do PIS passa do dia 20 para 25, e nos demais casos o adiamento é de 10 dias.
"Vamos acelerar a devolução de créditos tributários para os diversos setores da economia", acrescentou o ministro, destacando que as medidas fazem parte de uma política anticíclica. Setor automotivo Mantega confirmou também que o Banco do Brasil vai criar uma linha de crédito de R$ 4 bilhões para financiar pequenos bancos das montadoras de veículos, responsáveis pelos financiamentos junto aos consumidores. De acordo com ele, o valor, somado à possibilidade do socorro desses pequenos bancos por instituições maiores, viabilizado através da medida provisória 442 e liberação dos compulsório, o setor manteria suas vendas até dezembro. "Esse valor é suficiente para manter o setor automotivo até novembro e dezembro. O suficiente para ultrapassar a crise de crédito no País".
Fonte: IG
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